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Covid-19: sequelas após internação matam 25% dos pacientes que foram intubados
Jeniffer Cardoso
Covid-19: sequelas após internação matam 25% dos pacientes que foram intubados

O estudo Coalizão, desenvolvido por institutos de pesquisa em conjunto com oito hospitais brasileiros, mostrou que um em cada quatro pacientes de Covid-19 que precisaram de intubação morreram por sequelas da doença no período de seis meses após a alta hospitalar.

Dados preliminares mostram que 40% dos que precisaram de ventilação mecânica foram hospitalizados novamente nesse período por outros problemas de saúde, como alterações cardiovasculares. Outros 20% não tinham retomado as atividades profissionais nos seis meses posteriores à internação por Covid-19.

Dados em pacientes que não foram intubados

O estudo comparou os resultados com os de pacientes que não precisaram de ventilação mecânica. Nesses casos, a taxa de mortalidade foi de 2% e a reinternação foi necessária entre 17% dos participantes da pesquisa. Por fim, 5% não voltaram a trabalhar.

Os responsáveis pela pesquisa ponderam, porém, que a intubação não é a responsável pelas sequelas, mas o nível de gravidade da doença registrado nesses pacientes.

Portanto, não é recomendado evitar a procura de auxílio médico por medo do processo de intubação. Esse tipo de atitude só vai piorar ainda mais o quadro clínico dos infectados por Covid-19.

Metodologia da pesquisa

Os primeiros resultados do estudo foram colhidos a partir do monitoramento de 1.006 pacientes. A pesquisa foi ampliada e, no momento, mais de 1.200 pessoas estão sob observação e o objetivo é aumentar ainda mais essa base.

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Os participantes são monitorados por ligações telefônicas feitas a cada três, seis, nove e 12 meses após terem recebido alta.

Os hospitais envolvidos no estudo Coalizão são Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa. A pesquisa inclui ainda os institutos Brazilian Clinical Research Institute e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia intensiva.

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