A Sinopharm já foi autorizada para uso na China, mas até o momento, não entrou com nenhum tipo de pedido de autorização ou registro na Anvisa
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A Sinopharm já foi autorizada para uso na China, mas até o momento, não entrou com nenhum tipo de pedido de autorização ou registro na Anvisa

O Ministério da Saúde deve se reunir na sexta-feira (12) com a farmacêutica chinesa Sinopharm para discutir a compra de vacinas contra Covid-19. Além da Sinopharm, a Blau Farmacêutica também deve participar da reunião.

Em fevereiro, a Blau recebeu certificado de Boas Práticas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uma nova fábica de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para produção de imunizantes, na cidade de Cotia, em São Paulo.

Na segunda-feira (8), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, enviou uma carta ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para solicitar ajuda nas negociações com a Sinopharm para aquisição e envio de 30 milhões de doses do imunizante ainda no primeiro semestre deste ano.

No texto, Franco afirmou que o país corre o risco de interromper o plano nacional de vacinação.

"A campanha nacional de imunização, contudo, corre risco de ser interrompida por falta de doses, dada a escassez da oferta internacional", diz um trecho da carta. "Por conta disso, o Ministério da Saúde vem buscando estabelecer contato com novos fornecedores, em especial a Sinopharm, cuja vacina é de comprovada eficácia contra a Covid-19".

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A Sinopharm já foi autorizada para uso na China, mas até o momento, não entrou com nenhum tipo de pedido de autorização ou registro na Anvisa.

No início do mês, o GLOBO mostrou que o Ministério da Saúde havia iniciado conversas com a farmacêutica e que a empresa já se movimentava a nível estadual. Na ocasião, a Sinopharm já havia procurado o governo do Espírito Santo. A Bahia também já havia pedido à Embaixada da China para facilitar as conversas com a farmacêutica.

Em dezembro, a farmacêutica anunciou que taxa de eficácia de seu imunizante é de 79,34%, com base em resultados preliminares dos estudos de fase 3.

Atualmente, o Ministério da Saúde trabalha com a possibilidade de disponibilização de cerca de 38 milhões de doses, uma baixa de 7,9 milhões de doses em relação ao que foi anunciado pela pasta em fevereiro.

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