O estudo aponta que a P.1 foi menos resistente às duas vacinas do que a variante identificada pela primeira vez na África do Sul
Foto: Pixnio/Creative Commons
O estudo aponta que a P.1 foi menos resistente às duas vacinas do que a variante identificada pela primeira vez na África do Sul

As vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford e pela Pfizer são eficazes contra a variante brasileira do coronavírus, identificada pela primeira vez em Manaus, a P.1.

Um estudo preliminar mostrou que a P.1 foi menos resistente às duas vacinas do que a variante identificada pela primeira vez na África do Sul, a B.1351, que também já circula no Brasil. A P.1. A pesquisa ainda não foi revisada por outros cientistas nem publicada em revista,  mas está disponível on-line.

Com isso, os pesquisadores alertam que a variante da África do Sul é a que gera mais preocupação, porque causou a maior redução na capacidade de neutralização pelo sistema de defesa. "Nós acreditamos que desenvolver vacinas contra a B.1351 é a maior prioridade", afirmam os cientistas.

Apesar de a variante brasileira ter sido mais resistente aos anticorpos e às vacinas do que as versões sem a mutação do coronavírus, o estudo diz que é esperado que as vacinas atuais mantenham a proteção contra essa variante.

A vacina de Oxford já é uma das duas que estão sendo usadas no Brasil. A da Pfizer, apesar de ter sido a primeira a obter registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não está disponível no país. 

Na última segunda-feira (15), o Ministério da Saúde anunciou ter assinado contratos com a Pfizer para a compra de 100 milhões de doses das vacinas contra a Covid-19. 

A distribuição da Pfizer ficou assim:

Até o final de abril: 1 milhão de doses
Até o final de maio: 2,5 milhões de doses
Até o final de junho: 10 milhões de doses
Até o final de julho: 10 milhões de doses
Até o final de agosto: 30 milhões de doses
Até o final de setembro: 46,5 milhões de doses

Fonte: G1.

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