Vacina produzida pela UFMG avança para fase de testes em primatas; previsão é que experimentos em humanos tenham início em outubro
Foto: Acervo pessoal
Vacina produzida pela UFMG avança para fase de testes em primatas; previsão é que experimentos em humanos tenham início em outubro

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deu início aos testes em primatas da vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida pelo CT-Vacinas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com a universidade, a etapa deve durar 60 dias e é pré-requisito para experimentos em humanos, previstos para começar em outubro

Atualmente, a UFMG desenvolve pesquisas de sete vacinas, Mas, de acordo com o professor Flávio Fonseca, pesquisador do CT-Vacinas, a Spintec, entre as vacinas em desenvolvimento, essa é a que apresentou os melhores resultados nos testes pré-clínicos em camundongos. Por isso, teve a autorização para os testes com os primatas. "Os camundongos imunizados ficaram 100% protegidos, ou seja, nenhum veio a óbito ou adoeceu. Isso é o sinal da eficiência da vacina que esperamos confirmar com os testes com os primatas", afirmou.

De acordo com os pesquisadores, três grupos de primatas participam dos testes. O primeiro grupo, com quatro macacos, está recebendo o imunizante com um adjuvante, substância que aumenta a resposta imunológica do indivíduo. O segundo grupo, também formado por quatro animais, recebe a vacina com outro tipo de adjuvante. O terceiro grupo, o de controle, é formado por dois macacos que não receberão a vacina.

De acordo com o professor Flávio Fonseca, os animais ficaram 100% protegidos
Foto: Arquivo Pessoal
De acordo com o professor Flávio Fonseca, os animais ficaram 100% protegidos

"O experimento com os primatas testa a segurança e a imunogenicidade da vacina, ou seja, nos permite ver se ela provoca algum efeito colateral e se gera anticorpos nas células de defesa. O primata é o animal mais próximo do ser humano. Portanto, nessa fase de testes pré-clínicos é possível verificar qualidade e eficiência da vacina em humanos", explicou Flávio Fonseca.

O pesquisador acrescenta que os animais usados no experimento são provenientes de resgates feitos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Eles foram microchipados e retornarão ao órgão após os testes para serem devolvidos à natureza. "Nenhum animal sofrerá eutanásia", afirma Flávio Fonseca.

Após essa etapa, os pesquisadores esperam a autorização para iniciarem os testes clínicos em humanos. As fases 1 e 2 levarão de 60 a 80 dias. A fase 3 durará cerca de seis meses. Caso os testes confirmem a segurança e a eficácia da vacina, os especialistas afirmam que o  imunizante estará no mercado no fim de 2022.

Fonte: UFMG

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