De acordo com as prefeituras, o desfalque nos estoques da vacina acontecem devido ao envio em menor quantidade por parte do governo federal
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
De acordo com as prefeituras, o desfalque nos estoques da vacina acontecem devido ao envio em menor quantidade por parte do governo federal

Faltam vacinas para 2ª dose da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan, em dez capitais brasileiras, nesta quinta-feira (6). O levantamento foi feito pelo portal G1.

Veja a lista:

Aracaju - também há falta de 1ª dose;
Belo Horizonte;
Campo Grande - também há falta de 1ª dose;
Maceió - também há falta de 1ª dose;
Natal - também há falta de 1ª dose;
Porto Alegre
Porto Velho - também há falta de 1ª dose;
Salvador - também há falta de 1ª dose;
Recife - também há falta de 1ª dose;
Teresina - também há falta de 1ª dose.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a vacina do Instituto Butantan representa 75,2% dos imunizantes contra a Covid aplicados em todo o país desde o início da imunização, em 21 de janeiro.

O Instituto Butantan liberou, nesta quinta-feira (6), a entrega de mais 1 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 para o Programa Nacional de Imunizações. O envio compõe o novo lote de 5,1 milhões de doses distribuídas por São Paulo a todo o Brasil.

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Hoje (6), o Instituto Butantan informou que pode atrasar entregas da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 feita em parceria com o laboratório chinês Sinovac, ao Ministério da Saúde por falta de insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da China. O presidente da instituição, Dimas Covas, atribuiu o possível atraso à a postura do governo Jair Bolsonaro em relação ao país asiático.

"Embora a Embaixada da China no Brasil venha dizendo que não há esse tipo de problema, a nossa sensação, de quem está na ponta, é de que existe dificuldade. Uma burocracia que está sendo mais lenta que o habitual e autorizações com volumes cada vez mais reduzidos. Isso obviamente tem impacto, essas declarações têm impacto e nós ficamos à mercê dessa situação", disse Dimas Covas.

"Nós temos que entregar até o dia 14 o restante - que vai totalizar 5 milhões de doses - do IFA de 3 mil litros e, após isso, não temos mais matéria-prima para processar... Pode faltar? Pode faltar, e aí nós temos que debitar isso principalmente ao nosso governo federal, que tem remado contra", acrescentou.

Bolsonaro insinuou em discurso, na última quarta-feira (5) que o novo coronavírus pode ter sido criado pela China como parte de uma  "guerra bacteriológica", nas palavras do presidente. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também disse em uma reunião que a Covid-19 teria sido criado por chineses.

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