Vacina mRNA-1273 é produzida pela Moderna
Foto: Reprodução/Moderna
Vacina mRNA-1273 é produzida pela Moderna

A farmacêutica americana Moderna anunciou, nesta quinta-feira (6), que sua vacina contra a Covid-19 tem 96% de eficácia em adolescentes de 12 a 17 anos, de acordo com os primeiros resultados de testes clínicos nos Estados Unidos. 

De acordo com a pesquisa feita pela empresa, dos 3.235 participantes do estudo, dois terços receberam a vacina e um terço um placebo. O teste mostrou uma "taxa de eficácia de 96% entre os participantes que receberam pelo menos uma injeção", disse a Moderna em seu relatório de resultados corporativos. As informações foram divulgadas pela AFP.

A pesquisa mostrou ainda que os participantes foram observados por 35 dias após a segunda injeção e a vacina "foi geralmente bem tolerada até aquele dia, sem problemas sérios de segurança", acrescentou a empresa. Os efeitos colaterais mais comuns foram dor no local da injeção, dor de cabeça, fadiga, dores musculares e calafrios.

O objetivo da Moderna, que até agora é administrada a maiores de 18 anos nos países onde foi aprovada, é pedir autorização para aplicar o imunizante em pessoas mais jovens.

O pedido não é uma novidade, já que a Pfizer/BioNTech já apresentou pedido de autorização de vacina própria para a população entre 12 e 15 anos nos Estados Unidos e na Europa. O Canadá foi o primeiro país a permitir isso para essa faixa etária.

A Moderna também iniciou os testes de sua vacina em crianças entre 6 meses e 11 anos em março.

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Ontem (5), a farmacêutica anunciou que dados iniciais de um estudo com seres humanos mostram que uma terceira dose de sua vacina atual contra a Covid-19 ou de uma nova candidata a vacina aumentam a imunidade contra as variantes da Covid-19 identificadas primeiramente no Brasil e na África do Sul.

As doses de reforço, administradas a voluntários que já haviam sido imunizados com as duas doses da Moderna, também aumentaram os anticorpos contra a versão original da Covid-19, anunciou a Moderna.

Os dados iniciais provêm de testes feitos com 40 pessoas que tomaram tanto a vacina existente quanto uma versão desenvolvida para proteger contra a variante sul-africana da Covid-19, batizada como mRNA-1273.351. A Moderna também está estudando uma vacina que combine a vacina nova com a existente.

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