O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz
Foto: Reprodução/Ministério da Saúde
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, anunciou que o novo contrato com a Pfizer/BioNTech deve ser assinado na próxima semana. A informação foi apresentada em nova coletiva de imprensa da pasta, realizada no início da noite desta sexta-feira (7).

"O contrato ainda não está assinado, está em fase final de formalização, existem algumas etapas que precisamos cumprir, uma delas era a publicação da dispensa de licitação e isso foi feito ontem. A gente precisa ter um crédito específico para isso, então está correndo uma medida provisória para abertura de crédito. Já demos o ok para a Pfizer com os termos contratuais estabelecidos e eles têm um processo de validação com a empresa global. A expectativa é que a gente consiga vencer tudo isso ao longo do fim de semana, para na semana que vem formalizar a assinatura desse contrato para mais 100 milhões de doses da Pfizer", disse o secretário. 

Ministério da Saúde deve destinar mais de R$ 6,6 bilhões para a compra de 100 milhões de doses da vacina Covid-19 do imunizante. A expectativa é de que essas doses do laboratório comecem a chegar no Brasil ainda este ano. 

Rodrigo Cruz reiterou que o governo já tem garantidas 562 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, após notícias de que o governo federal só teria apenas metade das vacinas contratadas.

IFA e Fiocruz

Na coletiva de imprensa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que deve assinar, com o governo federal, em até duas semanas, o contrato de  transferência de tecnologia  que permitirá a produção local do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca.

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Mario Moreira, vice-presidente da Fiocruz, explicou que a assinatura ainda depende de alguns ajustes com a AstraZeneca e com o governo, que terá que publicar uma medida provisória autorizando o acordo. A expectativa é de que a produção nacional do IFA  tenha início no dia 15 de maio e sejam entregues em em outubro deste ano.

As vacinas fabricadas a partir do IFA nacional precisam de um novo registro definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Chegada do IFA para a CoronaVac

Questionado pela imprensa sobre a falta de doses da CoronaVac em várias cidades do Brasil, o secretário Rodrigo Cruz disse que ainda não tem uma confirmação da data de embarque da China para o Brasil de um novo lote do insumo farmacêutico ativo (IFA).

"A gente está sempre conversando, quer seja com a embaixada brasileira em Pequim, quer seja com o embaixador chinês aqui no Brasil sempre com o objetivo de garantir que esse IFA chegue ao país", explicou o secretário. "Não temos ainda a confirmação de embarque do IFA", acrescentou.

Cruz contou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, teve um encontro com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para tratar do envio do IFA ao Brasil.  


Na última quinta-feira (6), o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que instituto já envasou todo IFA da CoronaVac que tinha disponível e agora espera pela chegada de um novo lote de matéria-prima,  esperado para o dia 18 deste mês, no máximo. "O IFA que estava disponível foi processado na primeira fase que é o envase. Ele continua no controle de qualidade até a liberação", afirmou Covas em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, ao qual o Butantan é vinculado.

Covas também alertou que  podem faltar doses de vacina para o Butantan entregar ao Ministério da Saúde por causa da demora na chegada de IFA. O diretor do Butantan atribuiu o atraso de envio à postura do governo Bolsonaro em relação ao país asiático.

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