A recomendação foi feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)
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A recomendação foi feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)

Americanos imunizados com as duas doses das vacinas contra a Covid-19 podem deixar de usar máscaras ou manter regras de distanciamento social na maioria dos ambientes internos e externos no país a partir desta quinta-feira. A recomendação, feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), quer incentivar pessoas que ainda não se vacinaram a comparecerem aos postos para garantir a imunização.

O acelerado ritmo de vacinação, que já ultrapassou três milhões de doses aplicadas em um único dia, trouxe segurança para o país afrouxar mais medidas de contenção da pandemia da Covid-19. No final de abril, o CDC liberou passeios ao ar livre sem máscaras e em reuniões com poucos amigos e familiares, respeitando o distanciamento social e evitando aglomerações.

Até a última quarta-feira, cerca de 154 milhões de norte-americanos haviam tomado ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19, e 117,6 milhões de pessoas, equivalente a um terço da população do país, já estão devidamente imunizadas. Entretanto, o país vem diminuindo o fluxo de vacinação: a média de doses aplicadas por dia nesta semana foi de 2,16 milhões, uma queda de 36% em comparação com o pico de 3,88 milhões, observado em meados de abril.

— Nós estamos flexibilizando as restrições para que as pessoas possam sentir que estão voltando para algum grau de normalidade. Retirar as restrições de uso de máscaras em espaços fechados é um passo importante e na direção certa — afirma o conselheiro sênior sobre a pandemia do governo Joe Biden, o imunologista Anthony S. Fauci.

Apesar da flexibilização do uso de máscaras, os americanos ainda devem se proteger e cobrir os rostos quando forem a consultas médicas, hospitais e instituições de longa permanência, como asilos para idosos. Além disso, também devem manter os cuidados de ouro para evitar a contaminação em viagens de trem, ônibus, avião ou qualquer outra modalidade de transporte público, bem como em centros de transporte, cadeias e abrigos.

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Agências oficiais como o CDC justificam a flexibilização com diversos estudos que comprovam a eficácia de mais de 90% das vacinas utilizadas nos Estados Unidos — Janssen, do braço farmacêutico da Johnson & Johnson, e a Pfizer — em casos graves, hospitalizações e mortes por Covid-19. O órgão reitera a competência dos imunizantes também na prevenção contra todas as variantes da doença identificadas até o momento.

Estudo produzido por pesquisadores israelenses e publicado em 6 de março na revista Jama acompanhou 6.710 profissionais da saúde e mostra que o imunizante da Pfizer obteve 97% de eficiência na prevenção de infecções sintomáticas, além de 86% de eficiência para infecções assintomáticas.

O movimento na direção de medidas mais flexíveis pode alarmar americanos mais cautelosos, que ainda ficam relutantes em fazer atividades perto de pessoas sem máscara porque não teriam como saber quais pessoas já foram vacinadas — e a maior parte da população ainda não está completamente imunizada. Segundo Fauci, essas pessoas podem optar por continuar usando máscaras.

O movimento tomado pelas agências oficiais americanas é visto com bons olhos pela virologista da Organização para Vacina e Doenças Infecciosas de Saskatchewan, no Canadá, Angela Rasmussen. De acordo com ela, é uma medida de baixo custo que corrobora as evidências da eficácia das vacinas.

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