Em fevereiro, farmacêutica chinesa apresentou eficácia de mais de 65% contra todos os casos e de mais 90% contra Covid grave
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Em fevereiro, farmacêutica chinesa apresentou eficácia de mais de 65% contra todos os casos e de mais 90% contra Covid grave

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, nesta terça-feira (18), o pedido de autorização temporária para uso emergencial, em caráter experimental, da vacina Convidecia, contra a Covid-19. O pedido foi feito pela empresa Belcher Farmacêutica, representante do laboratório chinês CanSino Biologics no Brasil.

De acordo com a agência, a análise da documentação já foi iniciada. No momento, está sendo feita a triagem para verificar se todas as informações para a avaliação da Agência foram devidamente apresentadas.

O imunizante da CanSino, que é produzido a partir de um adenovírus humano não replicante, foi desenvolvido em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China. A vacina é oferecida em apenas uma dose.

Os ensaios clínicos da Convidecia foram desenvolvidos no Paquistão, na Rússia, no Chile, na Argentina e no México. Os dados desses estudos serão analisados pela Anvisa.

No mês de fevereiro, a farmacêutica anunciou que os testes clínicos detectaram uma eficácia de 65,7% contra todos os casos sintomáticos da Covid-19, 28 dias após a aplicação da vacina. Nos casos graves, a eficácia é de 90,98%, quatro semanas depois de aplicada.

Até o momento, apenas China, Malásia, Indonésia, Paquistão e México já tiveram uso emergencial aprovado para o imunizante. 

Os prazos para a decisão da Anvisa em relação ao pedido da CanSino foram regulamentados pela Lei 14.124, de 10 de março de 2021. A Agência deve se manifestar em até sete dias úteis, caso todos os requisitos legais tenham sido cumpridos pela empresa solicitante.

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