Aeroporto de Congonhas, em SP, inicia barreira sanitária contra variante indiana
Foto: Fabio Teixeira/Parceiro /Agencia O Globo
Aeroporto de Congonhas, em SP, inicia barreira sanitária contra variante indiana

A Prefeitura de São Paulo e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciaram na manhã desta quinta-feira o controle sanitário no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista. O objetivo é identificar possíveis casos de infecção pela variante indiana , já registrada no Brasil, e evitar que a nova cepa circule no estado.

Os passageiros que desembarcam no terminal e demonstram sintomas de Covid-19 são atendidos por um médico no local. Confirmada a suspeita de contaminação, o passageiro tem seus dados coletados e é enviado a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima ao aeroporto para fazer o teste RT-PCR.

Se o teste der positivo, o paciente deverá passar por uma quarentena de duas semanas num hotel. A pessoa pode até ser transferida diretamente ao Hospital de Guaianazes, na Zona Leste, se estiver com a saúde debilitada. O hospital será referência para tratar casos da variante indiana.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) acompanhou o início dos trabalhos da barreira sanitária em Congonhas nesta manhã. Ele reconheceu ser uma medida tardia para conter a pandemia, mas disse ser uma resposta imediata ao aparencimento da nova cepa.

— Poderia se falar em atraso com relação ao início do ano passado, mas, com relação à nova variante, a gente ficou sabendo (do surgimento da variante) e a Secretaria de Saúde sugeriu no mesmo dia a barreira sanitária — declarou.

O controle sanitário será feito diariamente das 6h às 23h, mesmo período de funcionamento do aeroporto. Na primeira hora deste primeiro dia de barreira, que se iniciou às 7h, uma passageira com sintomas foi conduzida para testagem. Nunes afirmou que a partir da próxima semana haverá um veículo fixo no aeroporto para os passageiros fazerem o RT-PCR no local.

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Na terça-feira, a prefeitura iniciou uma barreira sanitária nas rodoviárias do Tietê, Barra Funda e Jabaquara. Os passageiros passam pelo mesmo procedimento feito em Congonhas. A diferença é que somente os viajantes vindos do Maranhão passam pela triagem. No aeroporto, o controle é feito para todos os voos.

Ricardo Nunes afirmou que cerca de 500 pessoas que passaram por esses terminais rodoviários são monitoradas desde terça.

Falha

Na última semana, uma falha na vigilância sanitária permitiu que um morador de Campos dos Goytacazes, que desembarcou em Guarulhos de um voo vindo da Índia, viajasse até o Rio e tivesse contato com dezenas de pessoas antes de o exame RT-PCR ficar pronto.

A confirmação de que ele carregava a cepa indiana foi feita na manhã da quarta-feira pelo Instituto Adolfo Lutz. É o primeiro registro da variante em solo brasileiro. No Maranhão, um tripulante indiano de um navio com origem de Hong Kong também foi identificado com a cepa, mas o navio não havia atracado no porto de São Luís.

Vacinação

O prefeito anunciou que a partir desta sexta-feira os postos de vacinação em toda a capital passarão a exigir comprovante de residência dos vacinados. A medida tem como objetivo garantir que as doses sejam destinadas aos moradores da cidade.

A prefeitura começa a vacinar nesta sexta estudantes do último ano de cursos superiores da área da saúde, como medicina e enfermagem. Também começam a ser vacinadas pessoas com mais de 40 anos com comorbidades e funcionários da saúde com mais de 18 anos. Eles precisam estar dentro dos criterios estabelecidos no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Na próxima terça-feira, os funcionários dos aeroportos de Congonhas, Cumbica (Guarulhos) e Vira-copos (Campinas) devem começar a ser vacinados.

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