Jornais locais também repercutiram a morte de Adriana
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Jornais locais também repercutiram a morte de Adriana



A brasileira Adriana Midori Takara, de 38 anos, entrou para a estatística de mortes por Covid-19 na Austrália no último fim de semana como a mulher mais jovem a ser vítima da doença no país, que registrou até o momento 918 vidas perdidas por causa do coronavírus. A amiga Fernanda Batista, também moradora de Sydney, criou uma vaquinha online para ajudar a família da estudante a levar suas cinzas para o Brasil e, na descrição do site, afirmou que "Adriana não é um número, ela era uma mulher com sonhos e desejos". Foram arrecadados US$ 27.173 (cerca de R$ 140 mil) e, com montante suficiente para o funeral, as doações foram encerradas.

Fernanda contou que conhece Adriana e o irmão dela Hélio há mais de 13 anos. A família de Adriana mora em sua maior parte no Brasil. Na Austrália, ela vivia apenas com um dos irmãos, Hélio, o caçula.

Desde que a pandemia começou, Fernanda relatou que só escuta falar em números, sejam de infecções ou mortes e, por isso, destacou que sua amiga é muito mais do que um "número".

"Adriana era filha, irmã, tia, sobrinha, namorada e principalmente amiga. Uma amiga incrível, não só minha amiga, mas amiga de tantas pessoas. Todo mundo que tem a sorte de ter feito parte da vida de Adriana vai se lembrar de sua bondade e sua comparação brilhante para sempre", afirmou, tornando a dizer: "Adriana não é um número. Ela era uma mulher com sonhos e desejos".

Ao jornal "The Guardian", uma prima dela, identificada como Renata Harumi Takara, de 45 anos, disse que dez dias antes de morrer, Adriana estava com medo de ter contraído o coronavírus. O primeiro teste deu um falso negativo, mas o diagnóstico veio em um segundo exame. Após se isolar em um hotel, a estudante precisou ser internada em um hospital de Sydney. O quadro dela se agravou quando passou por cirurgia devido à trombose. Percebendo seu estado, os médicos possibilitaram uma videochamada entre a paciente e cinco de seus parentes, no Brasil.

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"Ela era muito amada, tinha muitos amigos de infância aqui", lamentou Renata, em São Paulo. "Ela tinha carisma, charme. Ela sempre foi uma pessoa sorridente".

Segundo a prima, Adriana não conseguiu tomar a primeira dose da vacina contra Covid-19 antes de se infectar. Renata culpou o lento processo de imunização do governo australiano. Na última semana, inclusive, o primeiro-ministro, Scott Morrison, pediu desculpas por isso.


Adriana morava na Austrália havia mais de 10 anos. Sua área de estudo era na area de negócios empresariais e ela tinha o sonho de obter um visto permanente para continuar no país.

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