Mulher observa aviões no terminal internacional do aeroporto Haneda, em Tóquio
PHILIP FONG / AFP
Mulher observa aviões no terminal internacional do aeroporto Haneda, em Tóquio

O governo do Japão uniu-se a Israel nesta segunda-feira na adoção de medidas restritivas para conter o avanço da variante Ômicron da Covid-19, já encontrada em cinco continentes. Enquanto muitos países restringem apenas os voos vindos do Sul da África, onde a cepa foi descoberta, os japoneses fecharam suas fronteiras para todos os estrangeiros.

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, anunciou nesta segunda-feira que a medida valerá a partir da meia-noite de terça, horário local, afetando principalmente estudantes e executivos, pois turistas já estavam impedidos de entrar no país. Os cidadãos japoneses e residentes permanentes que retornam de países onde a cepa foi detectada, disse o governo, precisarão fazer quarentena em centros sanitários pré-determinados.

O real impacto da Ômicron, designada como “variante de preocupação” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda é desconhecido, e os laboratórios levarão cerca de duas semanas para avaliar como ela responde às vacinas. Ela apresenta um total de 50 mutações, quase o dobro das vistas na Delta — mais de 30 delas apenas na proteína spike, usada pelo vírus para invadir as células e alvo da maior parte dos inoculantes.

Evidências preliminares sugerem que ela aumenta o risco de reinfecção, é mais transmissível e menos suscetível às defesas geradas pelas vacinas que, segundo especialistas, ainda assim deverão garantir boa proteção contra casos graves e mortes. A OMS advertiu nesta segunda que a Ômicron representa um “risco muito elevado” para o planeta, destacando que ainda há muitas incógnitas e que não há até o momento nenhuma morte associada à variante.

"Essas são medidas temporárias e excepcionais que nós estamos tomando por segurança, até que haja informações mais claras sobre a variante Ômicron", disse Kishida a repórteres, sem especificar por quanto tempo as restrições valerão. "Estou preparado para aguentar todas as críticas daqueles que acusam o governo Kishida de ser demasiadamente cauteloso", concluiu.

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