Covid-19: de fissuras na unha a lesões na pele, os sintomas menos conhecidos da Ômicron
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Covid-19: de fissuras na unha a lesões na pele, os sintomas menos conhecidos da Ômicron

Cerca de 522 milhões de casos de Covid-19 já foram registrados no mundo todo durante a pandemia. E, do mesmo modo que novas variantes do vírus surgiram nesses mais de dois anos, os sintomas típicos da doença também se modificaram: no início, febre, tosse e perda ou alteração do olfato ou paladar eram os principais indicativos. Agora, novas orientações incluem dor de garganta, nariz entupido ou escorrendo e dor de cabeça.

Mas há um conjunto de sintomas mais obscuros que também têm sido relatados por pacientes de Covid-19, como lesões de pele, perda auditiva e queda de cabelo. A causa desses sintomas ainda é desconhecida, mas sabe-se que todos estão relacionados a processos inflamatórios — um mecanismo de defesa natural do nosso corpo contra patógenos. Abaixo, nós explicamos cada um deles.

Lesões de pele

De acordo com um estudo britânico publicado no ano passado, um em cada cinco pacientes de Covid-19 apresenta apenas erupções cutâneas e nenhum outro sintoma. As erupções podem ser de diversos tipos, desde maculopapular generalizada (áreas planas ou elevadas de pele descolorida), até urticária (áreas elevadas de coceira na pele).

A doença também pode atacar os dedos dos pés, com lesões de pele vermelhas, inchadas ou com bolhas. Esse sintoma é mais comumente visto em adolescentes ou adultos jovens com sintomas leves ou inexistentes, segundo o estudo. A maioria das lesões cutâneas provocadas pela Covid tende a desaparecer dentro de alguns dias ou, no máximo, em algumas semanas, sem a necessidade de tratamento especializado.

Lesões nas unhas

Estima-se que de 1% a 2% dos pacientes com Covid tenham lesões nas unhas dos pés ou das mãos após a doença. Esse tipo de sintoma pode se manifestar de três formas: linhas de Beau (“amassadinhos” que ocorrem na base das unhas das mãos ou dos pés quando há uma interrupção temporária no crescimento das unhas devido a um estresse físico no corpo); linhas de Mees (linhas brancas horizontais que aparecem nas unhas, provavelmente causadas pela produção anormal de proteínas nas células subjacentes); ou um padrão de meia-lua vermelho que se desenvolve na base das unhas.

Queda de cabelo

Em um estudo com quase 6 mil pessoas, a perda de cabelo foi o sintoma pós-Covid mais comum, relatado em 48% dos casos. Foi especialmente prevalente entre pessoas que tiveram Covid grave e mulheres brancas. O surgimento desse sintoma costuma ocorrer um mês ou mais após a infecção aguda. A boa notícia é que com o tempo o cabelo volta ao normal.

Perda auditiva e zumbido

Cientistas descobriram que a Covid-19, assim como outras infecções virais, está associada a possíveis danos no ouvido interno que levam à perda auditiva ou sensação de zumbido constante às vezes após a infecção. Em um estudo de revisão que incluiu 560 participantes, a perda auditiva ocorreu em 3,1% dos pacientes com Covid, enquanto o zumbido ocorreu em 4,5%. Embora para a grande maioria dos pacientes isso se resolva por conta própria, foram relatados casos de perda auditiva permanente relacionada à Covid.

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