Eduardo Paes
Beth Santos/Prefeitura do Rio
Eduardo Paes

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, recomendou uso de máscaras para pessoas idosas, com comorbidades e alunos da rede pública e privada durante uma coletiva no início da tarde desta quinta-feira onde apresentou o cenário epidemiológico da capital. "Temos visto em muitas unidades de ensino, da rede privada e pública, alguns surtos surgindo. Recomendamos aos responsáveis que, se possível, mandem as crianças para a escola com máscara", pediu.

"Temos um aumento de casos leves de covid nas últimas semanas. Não temos um aumento importante ou na mesma proporção de casos graves, e praticamente, não temos um aumento de óbitos", afirmou Márcio Garcia.

O superintendente de vigilância em Saúde, Márcio Garcia, também orientou que seja adotado o uso da máscara diante de sintomas respiratórios. O teste rápido de antígeno também deverá ser feito em um centro municipal de Saúde. No caso de a pessoa estar com covid-19, o protocolo atual estabelece sete dias de isolamento, sendo que nas últimas 24 horas, o paciente deve estar sem sintomas para voltar à rotina. A recomendação é de que apenas sintomáticos procurem fazer testagem.

A capital sofre uma alta nos casos de covid-19. O prefeito Eduardo Paes afirmou que o aumento de casos de sintomas respiratórios já era esperado neste período e que a situação não é grave. "Nós não vamos impor ou criar nenhum tipo de medida restritiva no dia de hoje. A gente começa a perceber que no nosso entorno, nas últimas duas semanas, pessoas estão relatando casos de covid-19", considerou.

A taxa de ocupação dos leitos de internação na capital está em 97%. Nesta quinta-feira, havia 69 pessoas internadas por covid-19 no Rio, sendo que 20 residem em outros municípios. A semana passada registrou o pico das últimas 12 semanas, com 5 mil casos. A alta nesta semana é bastante inferior àquela observada em janeiro, quando chegou a 190 mil casos.

O superintendente Márcio Garcia pontuou que apesar do aumento do número de casos nas últimas semanas, não houve aumento proporcional no número de óbitos ou internações graves, efeito da vacinação na população. O secretário de Saúde Rodrigo Prado acrescentou que mesmo os pacientes que estão internados, apresentam quadro de saúde menos grave do que os observados em períodos anteriores da pandemia.

Os dados da Prefeitura do Rio apontam que a maioria dos casos de pessoas que se testaram por sintomas respiratórios não estavam com covid. A taxa de positividade para a covid-19 está em 20%. No mesmo período do ano passado, a percentagem era de 30%, ainda com as medidas restritivas em vigor.

"Temos também neste momento mais frio, mais possibilidade de síndromes gripais que representam maior parte, cerca de 80%, de pessoas que aparecem nas unidades de saúde, farmácias e setores privados", afirmou o prefeito.

Pessoas saem às ruas para fazer testes

Na tarde desta quinta-feira (2), algumas pessoas estiveram em postos de saúde para fazer testes contra a covid-19. Dona Iara Reis da Silva, que é professora da rede municipal, aproveitou e levou a filha de 11 anos, Letícia Reis. As duas estiveram no posto Heitor Beltrão, na Tijuca. À reportagem, Iara revelou que negativou para a doença, mas Letícia positivou.

"Ela está com sintomas de gripe, muita dor de garganta e tosse. Minha filha já tomou duas doses da vacina, sai sempre de máscara. Só na turma da escola dela, ela é a quinta a positivar para o coronavírus", relatou.

Ao ser perguntada o que pretende fazer para se isolar da filha e não contrair a doença, a professora informou que ainda não sabe. "Vai ser difícil. Estou desesperada, porque como mãe, não posso me separar de uma criança que precisa de mim. De verdade, será difícil. Acho que vou pegar [covid-19] também", finalizou.

Nenhuma medida restritiva está prevista

A prefeitura também reforça a necessidade da população completar o esquema vacinal. Crianças maiores de cinco anos devem tomar duas doses; adolescentes e adultos, três doses; maiores de 60 anos, duas doses de reforço. "Acreditamos na ciência, a maioria das pessoas estão vacinadas. Chamamos à responsabilidade ás pessoas que não tomaram a vacina, que por favor tomem", finalizou o prefeito.

Apesar da necessidade de aumentar a cobertura vacinal, a cidade do Rio está sem estoque de Pfizer. O secretário Municipal de Saúde do Rio afirma que a pasta cobra o envio de mais um lote por parte do Ministério da Saúde. O último recebido veio com 50 mil doses no início de maio. "É uma cobrança que a gente faz ao Ministério", afirmou Rodrigo Prado.

O secretário lembra que o próprio Governo Federal recomenda a preferência da aplicação de Pfizer na segunda dose de reforço para idosos. Os adolescentes também precisam tomar a segunda dose da fabricante, caso tenham a utilizado na primeira aplicação.

Apenas 65,9% da população maior de 18 anos tomou a dose de reforço para covid-19 e 45,7% dos idosos tomaram a segunda dose de reforço.

Rio vai liberar vacina contra gripe para população em geral

O superintendente de Vigilância em Saúde, Márcio Garcia, anunciou no início da tarde desta quinta-feira que a vacinação contra a gripe será disponibilizada a toda população a partir deste sábado (4), Dia D da vacinação. O imunizante poderá ser tomado por crianças a partir de seis meses. A decisão vem na esteira da baixa adesão dos grupos prioritários. Menos de 50% do público-alvo se vacinou.

Garcia ressalta que a campanha de vacinação da gripe é focada no primeiro semestre. A imunização ficará disponível até o fim do estoque, que tem cerca de 1 milhão de doses. O Dia D da vacinação, em 4 de junho, vai priorizar as campanhas de imunização contra a covid-19, a gripe e o sarampo.

A Secretaria municipal de Saúde (SMS-RJ) realiza o 'Dia D' de vacinação nos postos de saúde da cidade do Rio neste sábado, das 8h às 17h. Segundo a pasta, mais de 450 pontos de vacinação espalhados pela cidade estarão abertos no dia.

Serão aplicadas as vacinas do sarampo para crianças de seis meses a quatro anos; da gripe para toda a população, com exceção de bebês com menos de seis meses, da covid-19 para quem ainda tiver alguma dose em aberto e, nas unidades de Atenção Primária, dos demais imunizantes do calendário da criança e do adolescente para atualização da caderneta de vacinação.


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