Governo federal já recebeu mais de 3 mil novas inscrições para o Mais Médicos
Karina Zambrana/Ministério da Saúde
Governo federal já recebeu mais de 3 mil novas inscrições para o Mais Médicos


Buscando suprir os lugares deixados pelos médicos cubanos que foram obrigados a deixar o País após Cuba decidir abandonar o Mais Médicos, o governo federal abriu, na manhã desta quarta-feira (21),  8.517 vagas com salários de R$ 11.800,00 para médicos que queiram participar do programa.

Há vagas em quase 3 mil municípios brasileiros, além de 34 distritos indígenas espalhados por todas as regiões do Brasil. Para se inscrever no programa Mais Médicos , é necessário possuir o CRM do Brasil ou ter o diploma revalidado no país.

Segundo o último boletim do Ministério da Saúde , publicado às 12h59 desta quarta-feira (21), o sistema no portal oficial já recebeu 3.336 inscrições com apenas três horas de funcionamento. O site está instável e, segundo o a assessoria de imprensa do órgão, sofreu ataques cibernéticos.

“O Ministério da Saúde informa que recebeu mais de 1 milhão de acessos simultâneos no momento da abertura do sistema para os médicos interessados na inscrição do Mais Médicos. O volume é característico de ataques cibernéticos. Para comparação, é mais que o dobro do número de médicos em atuação no paí”, informou o ministério por meio de nota.

Assim que todas as vagas forem preenchidas (os inscritos passarão pelo crivo do Ministério da Saúde, que vai verificar a situação de cada profissional por meio do CRM), os médicos serão informados da convocação. A previsão é que os trabalhos se iniciem no dia 03 de dezembro.

A decisão do regime socialista cubano de abandonar a parceria com o Brasil no programa se deu após críticas do futuro presidente, Jair Bolsonaro, ao acordo do país com o governo brasileiro. Bolsonaro propôs cortar o repasse de recursos ao governo cubano (que abocanha parte do salário dos médicos) e exigir "comprovação" da capacidade dos médicos formados na ilha. 

Atualmente, os profissionais cubanos que atuam no Brasil são dispensados de realizar o Revalida. O termo está previsto desde o lançamento do programa, pelo governo Dilma Rousseff (PT), em 2013, e foi julgado, no ano passado, constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, informou, na última segunda-feira (19), que, caso as vagas disponíveis no Mais Médicos não sejam preenchidas, elas serão novamente oferecidas, por meio de um novo edital a ser lançado no próximo dia 27.

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