Cuba anunciou saída do programa, criado em 2013, após eleição de Bolsonaro
Karina Zambrana/Ministério da Saúde
Cuba anunciou saída do programa, criado em 2013, após eleição de Bolsonaro

O Ministério da Saúde desconfia da ocorrência de um ataque cibernético durante a abertura do sistema para inscrição dos médicos interessados no programa Mais Médicos, nesta terça-feira (21). De acordo com o site oficial do ministério, o número de inscrições na abertura do sistema (contabilizados 1 milhão de acessos simultâneos) foi mais que o dobro do número de médicos atuantes no Brasil.

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Em primeiro pronunciamento, o governo anunciou que o sistema do programa Mais Médicos estava recebendo grande quantidade de acesso, até o momento em que foi levantada a suspeita de ataque cibernético e o ministério passou a investigar o ocorrido.

O órgão afirmou que o Departamento de Informática do SUS (Datasus) está trabalhando em ações de estabilidade e performance do site para impedir que os ataques – que se estenderam por toda a manhã – continuem a desequilibrar o sistema de inscrições do programa Mais Médicos.

“A expectativa é que o sistema se normalize. Os interessados devem manter a tentativa de acesso”, declarou o ministério em nota oficial.

A identificação dos responsáveis pela inserção de dados falsos no site poderá ser apurada na esfera penal. Apesar do imprevisto,  foram realizadas 3.336 inscrições durante as primeiras três horas de abertura do sistema.

Inscrições para o Mais Médicos

Na manhã desta terça-feira (21), foram abertas as inscrições para o programa Mais Médico que poderão ser realizadas até as 23h59 do próximo domingo (25) no site oficial do programa. Após o fim das inscrições e preenchimento das vagas, os médicos selecionados passarão por uma análise e serão convocados a iniciar os trabalhos, provavelmente, no dia 03 de dezembro.

Caso não haja a ocupação de todas as vagas, elas poderão ser oferecidas novamente, através de um novo edital a ser lançado no dia 27.

Os 2.824 municípios participantes, juntamente com 34 distritos indígenas, oferecem 8.517 vagas e salário de R$11,8 mil; a fim de substituir os médicos cubanos que ocupavam essas vagas.

O novo edital do programa  foi lançado uma semana após Cuba anunciar sua saída do programa devido a declarações “ameaçadoras” feitas pelo futuro presidente, Jair Bolsonaro, em que propunha cortar o repasse de recursos ao governo cubano e exigir comprovação da formação dos médicos do país.

Dentre aqueles que podem ser candidatos a ingressar o programa Mais Médicos estão médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no País.

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