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Das 6.394 inscrições, apenas 2.812 foram efetivadas; pouco mais de 2 mil já decidiram em quais cidades irão atuar e optaram por capitais. Confira

Mais de 6 mil profissionais já se inscreveram no programa Mais Médicos
Karina Zambrana/Ministério da Saúde - 24.8.13
Mais de 6 mil profissionais já se inscreveram no programa Mais Médicos

O Ministério da Saúde divulgou na manhã desta quinta-feira (22) que 6.394 profissionais já se inscreveram no programa Mais Médicos até agora, mas apenas 2.812 foram efetivadas. Com a saída dos cubanos, são 8.517 vagas abertas no total.

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Do total de inscritos no Mais Médicos , 2.229 já decidiram em qual cidade irão atuar. A expectativa é que o número de inscritos seja atualizado novamente hoje, mas um levantamento sobre os locais de atuação só deverá ser divulgado na semana que vem.

Dos dez primeiros que se inscreveram no programa, cinco escolheram atuar em capitais ou municípios de regiões metropolitanas, apenas uma das cidades escolhidas é considerado de extrema pobreza, a outra está em área vulnerável e a terceira é uma cidade com até 50 mil habitantes.

Isto ocorre porque, após o registro, o sistema verifica as informações cadastradas e, caso haja dados irregulares, a inscrição é recusada e o profissional é impedido de escolher uma das vagas disponíveis.

Em São Paulo, a Comissão de Saúde na Câmara Municipal da capital vai pedir mais informações à prefeitura sobre as regiões que serão mais afetadas com a saída dos médicos cubanos. A Secretaria Municipal da Saúde, no entanto, já afirmou que o impacto será pequeno, já que dos 13 mil médicos que atendem São Paulo, apenas 72 são cubanos. 

Por outro lado, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) declarou que a saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos vai afetar 28 milhões de brasileiros. De acordo com a instituição, os estados que mais perderão profissionais são São Paulo e Bahia. 

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A escolha do local onde o médico vai atuar é feita no momento da inscrição e reserva uma das vagas, que só é realmente garantida após a entrega dos documentos solicitados. As inscrições para brasileiros ou estrangeiros com diplomas revalidados iria até o dia 25 de novembro, mas o site em que os candidatos faziam as inscrições apresentou estabilidade e chegou a sair do ar após sofrer ataque de hackers. Sendo assim, o ministro da Saúde, Gilbero Occhi, afirmou nesta quinta-feira (22) que o prazo deverá ser prorrogado.

“Nós devemos prorrogar e isso nos vamos decidir ainda hoje no final do dia, porque nós tivemos uma série de problemas, de tentativas de invasão, dificuldade no sistema de cadastramento daquele edital que publicamos na última terça-feira”, afirmou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em visita a Petrolina.

Já o Ministério da Saúde publicou nota em que afirma que o Departamento de Informática do SUS identificou a maior parte dos robôs e máquinas utilizados para realizar os ataques ao site do Mais Médicos e que esses problemas já estão sendo resolvidos. "Nesta manhã, a equipe de segurança do sistema estará isolando e protegendo a rede desses ataques. A expectativa de estabilidade no início da tarde. Os interessados devem manter a tentativa de acesso", comunicou.

Após esse prazo, estrangeiros e brasileiros que se formaram no exterior e têm diplomas ainda não revalidados poderão tentar uma vaga até o dia 26 de novembro. Eles terão autorização para começar a atuar, já que a urgência é alta, mas depois terão que passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

No momento de abertura das vagas, o Ministério da Saúde recebeu mais de 1 milhão de acessos, o dobro do número de médicos que atualmente trabalham no País. Por causa do alto número de acessos, a página ficou fora do ar.

Simultaneamente, os primeiros voos que levaram os médicos de volta a Cuba decolaram na manhã desta quinta-feira e serão pelo menos cinco até sábado, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

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O governo de Cuba resolveu deixar o programa Mais Médicos após críticas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e a proposta dele de cortar os recursos ao governo cubano, que pega parte do salário dos médicos, e exigir uma "comprovação" da capacidade dos profissionais.

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