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Após duas fases de processo seletivo para o programa, cerca de 1,4 mil dos 8,5 mil postos abertos após saída dos profissionais cubanos continuam vagos

Inscritos no Mais Médicos tinham a partir do dia 7 para comparecer nos municípios escolhidos
Divulgação/ Ministério da Saúde
Inscritos no Mais Médicos tinham a partir do dia 7 para comparecer nos municípios escolhidos

O último balanço do programa Mais Médicos , divulgado nesta sexta-feira (11)pelo Ministério da Saúde, aponta que das 8.517 vagas abertas após a saída dos médico cubanos  1.462 ainda não foram preenchidas, número representa 17,2% dos postos de trabalho.

Na quinta-feira (10), o prazo para que médicos brasileiros com registro profissional no país se apresentassem nos locais onde escolheram atuar terminou. Nesta fase dos novos editais do Mais Médicos , dos 1.707 que se inscreveram nesta etapa de seleção, 1.087 compareceram aos municípios escolhidos.

As 620 vagas que não foram ocupadas foram somadas a outras 842 que também não tinham sido preenchidas após o fim da primeira etapa, encerrada em 18 de dezembro. Agora, as mais de 1,4 mil vagas serão oferecidas a médicos que têm diploma estrangeiro — mesmo sem a revalidação do documento.

Os brasileiros formados no exterior escolhem os locais de atuação nos dias 23 e 24 de janeiro. Em seguida, se sobrarem vagas, estrangeiros formados fora do país podem escolher municípios onde trabalhar, nos dias 30 e 31 de janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde, 10.205 médicos brasileiros ou estrangeiros formados no exterior completaram a inscrição de participação no programa.

O que é o Mais Médicos?

Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares
Rafael Carvalho/Governo de Transição
Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares

O programa foi criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff, com o objetivo de ampliar a assistência em regiões com carência de profissionais. Desde novembro, novos editais vêm sendo lançados com o objetivo de substituir os 8.517 cubanos que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI).

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De início as vagas foram abertas somente aos médicos brasileiros com registro no país, porém, nos últimos dias 3 e 4, os médicos formados no exterior puderem selecionar as vagas que ainda não haviam sido preenchidas.

O médico Luiz Henrique Mandetta assumiu o Ministério da Saúde e alegou que pretende reformar o programa, devido à escassez de profissionais para preencher o total de vagas.

Segundo o novo ministro, O Brasil tem aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento deste número em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

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“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde”, afirmou Mandetta sobre o programa Mais Médicos .