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Organização vê 20 estados, mais o DF, como regiões de risco para a doença e alerta para possível "terceira onda de surtos"; São Paulo tem situação crítica

Estados de São Paulo e Paraná reforçam vacinação e proteção da população contra a febre amarela
Rovena Rosa/Agência Brasil 25.01.2018
Estados de São Paulo e Paraná reforçam vacinação e proteção da população contra a febre amarela

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), recomendou que viajantes internacionais se vacinem contra a febre amarela antes de visitar as áreas do Brasil onde circula o vírus causador da doença. Entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados casos em 11 municípios brasileiros, sendo a maioria no estado de São Paulo.

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Segundo comunicado emitido nesta quarta-feira (13), a vacina da febre amarela deve ser tomada, pelo menos, dez dias antes da viagem com destino aos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo. Os viajantes ainda devem estar portando certificados internacionais de vacinação antes de entrar no país.

Os estados de São Paulo e Paraná são os mais críticos. Dentre os 36 casos confirmados – incluindo oito mortes – 33 são de municípios paulistas, enquanto os outros três são do Paraná, onde não havia casos confirmados desde 2015. Ambos os estados anunciaram na semana passada medidas para reforçar a vacinação e proteger suas populações.

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Esse poderia ser o início de uma terceira onda de surtos da doença, segundo a OMS, com progressão em direção às regiões Sudeste e Sul do país. "Embora seja muito cedo para determinar se este ano mostrará os altos números de casos humanos observados nos dois últimos grandes picos sazonais, há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional", disse o comunicado.

Em dezembro do ano passado, equipes técnicas dos municípios da tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai se reuniram em Foz do Iguaçu a fim de desenvolver ações de controle do surto, já que a região foi considerada como zona de risco.

A febre amarela é uma doença transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes e pode causar sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em casos avançados, o infectado ainda pode apresentar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e risco de morte.

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De acordo com alerta da OMS, a vacinação é a melhor forma de prevenção da doença. Apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida.

A organização ainda lembrou que crianças abaixo de nove meses, mulheres grávidas ou amamentando, idosos com mais de 60 anos e pessoas com hipersensibilidade grave à proteína do ovo ou com imunodeficiência grave devem consultar um profissional da saúde para avaliação, já que a vacina contra a febre amarela é contraindicada para esses casos.