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A síndrome do lobisomem afetou 16 crianças medicadas com omeprazol importado da Índia; 23 lotes do medicamento foram retirados de circulação

Na Espanha, 16 crianças desenvolveram a síndrome do lobisomem após tomarem doses de omeprazol para combater problemas de refluxo. 23 lotes do medicamento usado, que era importado da Índia pela empresa Farma-Química Sur S.L, foram retirados de circulação a pedido da Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios (Aemps).

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iPad ao lado de estetoscópio mostrando o diagnóstico de síndrome do lobisomem adquirida arrow-options
Reprodução/YouTube
Larry Gomez, uma das cerca de 50 pessoas com síndrome do lobisomem registradas em todo o mundo atualmente

O primeiro alerta, segundo comunicado oficial da agência, veio no dia 11 de julho deste ano, quando foram registrados 13 casos de síndrome do lobisomem em crianças junto ao Sistema Español de Farmacovigilancia de Medicamentos de Uso Humano (SEFV-H).

Após a ocorrência, a Aemps ordenou a remoção do lote suspeito. De acordo com o jornal espanhol El País , no entanto, foram relatados mais três casos de hipertricose no dia 6 de agosto, levando à suspensão de outros 22 lotes do medicamento.

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A origem do problema, de acordo com a agência de vigilância sanitária espanhola, foi a presença de minoxidil (princípio ativo utilizado no tratamento da calvície) na composição dos remédios.  

As consequências dos casos de síndrome do lobisomem

A agência de vigilância sanitária espanhola comunicou que, em meio aos problemas enfrentados, a Farma-QuímicaSur S.L decidiu suspender seu registro para fabricação, importação e/ou distribuição de princípios ativos farmacêuticos.

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Quanto às famílias afetados pelo problema, a Aemps declarou que elas podem esperar que os sintomas da síndrome do lobisomem , como o nascimento de pelos em lugares incomuns, sejam revertidos após a interrupção do tratamento.