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Relembre quatro pontos do campo da saúde que não podem ser esquecidos

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Ao longo de 2019, diversas notícias foram divulgadas; confira quatro pontos que marcaram o ano na área da saúde

O ano está chegando ao fim e, ao longo de 2019, diversas notícias importantes foram divulgadas na área da saúde . Para ajudar você a lembrar o que aconteceu nesses últimos meses, o iG  fez uma retrospectiva com quatro pontos que não podem ser esquecidos. Confira e saiba o que rolou durante esse período!

1. Epidemia de sarampo

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo informações da OPAS, a região das Américas teve 15.802 casos de sarampo, sendo a maior parte no Brasil

Segundo a mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a região das Américas teve 15.802 casos confirmados de sarampo neste ano – incluindo 18 mortes. A doença foi notificada por 14 países e territórios, de 1º janeiro a 12 de dezembro. A maior proporção é no Brasil, com 13.489 casos. 

Recentemente, o País ultrapassou a meta de 95% de cobertura vacinal da tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) com a primeira dose, recomendada pela OPAS, a OMS e o próprio Ministério da Saúde do país, para crianças de até um ano de idade. No total, 99,4% delas estão vacinadas. 

O Ministério da Saúde do Brasil diz que esse resultado é o melhor dos últimos cinco anos com a primeira dose da vacina, embora oito estados e o Distrito Federal ainda não tenham atingido a meta mínima de 95%. É importante destacar que a vacinação é a única forma de prevenir a doença, que pode levar à morte. 

2. Produtos à base de maconha liberados no Brasil

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No início de dezembro deste ano, a Anvisa regulamentou o registro de produtos à base de maconha no Brasil

No começo de dezembro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou o registro de produtos à base de maconha  no Brasil. Com a decisão, os itens feitos com Cannabis só poderão ser comercializados em farmácias e drogarias e vendidos aos pacientes sob prescrição médica.

A cannabis tem mais de 100 ativos e, entre os mais conhecidos, estão o tetrahidrocanabinol (THC) e o Canabidiol (CBD). A indicação e a forma de uso dos produtos de cannabis são de responsabilidade do médico. Além disso, os pacientes devem ser informados sobre o uso desses produtos. As regras para a prescrição variam de acordo com a concentração de THC. 

Segundo a Anvisa, doença de Parkinson, epilepsia, autismo e dor crônica são os principais motivos para o pedido de compra dos produtos à base de cannabis em outros países.  Portadores de neuropatias e Alzheimer também podem ser beneficiados. Apesar da liberação, o cultivo de maconha no Brasil não é permitido.

Leia também: Como os produtos à base de Cannabis agem no organismo e como será a venda?

3. O perigo que o cigarro eletrônico pode representar

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Muito popular entre os jovens, o cigarro eletrônico pode ser tão ou mais nocivo que os tipos tradicionais de tabagismo

Nos últimos meses, muito se falou sobre o uso de cigarro eletrônico . Popular nos Estados Unidos e com enorme venda clandestina no Brasil, os chamados vapes estão relacionados a diversas mortes e inúmeras internações nos EUA. Por aqui, os casos de doença pulmonar reforçam o alerta: o vape pode ser letal.

Por ser um produto utilizado há muitos anos que só agora apresenta casos de doenças relacionadas ao seu uso, a principal suspeita é de que haja uma nova substância entre as inaladas com o vape. Até o momento, as entidades acreditam que seja o acetato de vitamina E, muito usado em essências - ou juices - de THC . 

Para se ter uma ideia, em outubro , uma jovem, de 16 anos, nos EUA, foi encontrada inconsciente pela mãe, com muito sangue e muco saindo pela boca. No hospital, exames acusaram que ela havia sofrido parada cardíaca em decorrência de uma hemorragia pulmonar, relacionada ao uso do vape. Além disso, seu coração estava funcionando com apenas 30% do potencial.

Por aqui, três casos de EVALI, lesões pulmonares associadas ao uso de cigarro eletrônico, foram confirmados. De acordo com Elie Fiss, pneumologista e pesquisador sênior do Hospital Oswaldo Cruz, os principais sintomas respiratórios da doença incluem tosse, dor torácica e dispneia (falta de ar). 

Também são comuns sinais gastrointestinais, como dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia e sintomas inespecíficos, como febre, calafrios e perda de peso. Nos Estados Unidos, o acetato de vitamina E, um tipo de óleo, foi apontado como possível culpado pela epidemia que atingiu mais de duas mil pessoas.

4. Descoberta de um novo subtipo do HIV 

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O novo subtipo pode ajudar a planejar novas formas de tratamento para os portadores e prevenir futuros surtos da AIDS

Em novembro, um artigo publicado no periódico científico Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes (JAIDS) informou sobre a descoberta de um novo tipo do vírus HIV , causador da AIDS. Desconhecido até então, o novo subtipo pode ajudar a planejar novas formas de tratamento para os portadores e prevenir futuros surtos da doença. 

Os especialistas que trabalham no caso afirmam que a primeira amostra do subtipo L foi coletada entre os anos de 1983 e 1990, época em que ainda não havia conhecimento o suficiente para fazer o sequenciamento de genomas. Na ocasião, dois indivíduos da República Democrática do Congo, na África, foram identificados como portadores desse tipo do vírus.

A descoberta surgiu a partir de um programa da área de saúde da Abbott, empresa americana, que já dura 25 anos e tem como objetivo monitorar os vírus do HIV e da hepatite. Desde o começo da empreitada, a empresa coletou mais de 78 mil amostras de vírus e identificou mais de cinco mil subtipos diferentes para chegar ao resultado.

Leia também: 6 pontos importantes sobre HIV que você precisa saber o quanto antes

Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apontam que, entre os anos de 2010 e 2018, os  casos de HIV aumentaram em 21%. Atualmente, há 37,9 milhões de pessoas que vivem o vírus em todo o mundo.  É importante destacar que, apesar da relação, AIDS e HIV não são a mesma coisa.