SÃO PAULO - Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, o infectologista David Uip defendeu nesta quinta-feira que se deixe de fazer exames para diagnosticar o vírus depois que o Brasil confirmar a transmissão da doença entre brasileiros.

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´Para infectologista, uso de máscaras contra coronavírus só deve ser feito caso haja contato com pacientes

Por enquanto, o único caso confirmado de coronavírus é de um morador de São Paulo que contraiu a doença na Itália este mês.

— A comprovação do diagnóstico é importante primeiro para saber que o vírus chegou ao Brasil. Isso já temos. Segundo, é  comprovar a circulação do vírus entre brasileiros que não viajaram para países afetados. Isso ainda não temos. Tem um limite para fazer exames. Depois disso sou absolutamente contra que se continue fazendo exames para diagnóstico de uma doença que não tem tratamento específico — disse Uip.

Ele participa nesta tarde de uma entrevista coletiva na sede do governo estadual para divulgar ações de monitoramento da doença. Para o infectologista, a contraprova para coronavírus deveria ser feita somente para casos graves .

— É desperdício de dinheiro público. Não tem sentido porque o tratamento é semelhante a outras viroses. O preço de custo do PCR para coronavírus é de R$ 250 e o preço de custo para o painel viral que engloba 17 vírus é R$ 1.600.

Há dúvidas sobre se os laboratórios que são referência para o exame do coronavírus dariam conta da demanda caso o Brasil confirme a transmissão entre brasileiros.

Uip também  considerou desnecessário o uso de máscaras pela população em geral. Ele recomendou o acessório apenas para pessoas que apresentam sintomas da doença ou tenham contato com pacientes suspeitos.

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