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Entregas de alimentos são opção durante pandemia, mas higiene deve ser ponto de atenção

Com menos opções de lazer e orientações severas para manter-se dentro de casa, muitas pessoas se voltam aos serviços de delivery como forma de matar as saudades de um restaurante ou comida específica. Além disso, as opções de entrega são fundamentais para a manutenção econômica dos restaurantes que, na maioria das grandes cidades, estão impedidos de funcionar de outra forma. 

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Apesar da praticidade, porém, a opção ainda faz com que muitos clientes sigam desconfiados quanto à segurança sanitária das entregas. “Apesar de ser muito mais prático, eu reduzi bastante os pedidos por aplicativo . Foi uma escolha consciente levando em conta não só o prazer de cozinhar, mas a preocupação com a higiene. Não acho seguro receber o pacote que passou por várias mãos, depois comer um alimento que foi feito longe dos meus olhos durante uma pandemia ”, defende a comerciante Elza Parente.

A infectologista da Cia da Consulta, Susanne Edinger, reforça que existem, sim, atitudes e protocolos que podem tornar o hábito mais seguro. “É importante lembrar que os alimentos são manipulados cuidadosamente pelos restaurantes e o preparo no cozimento e higienização dos mesmos é fundamental para manter a segurança do consumidor final. Esses procedimentos são fiscalizados com frequência e consideram o período de pandemia”, explica a profissional de saúde.


Alimentos crus ou quentes: existe diferença? 

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Thinkstock/Getty Images
De acordo com profissional de saúde, alimentos crus não significam um perigo maior de infecção

Um das dúvidas mais comuns na hora de escolher o que comer, levando o risco de contágio em consideração, é a possibilidade de um alimento ser mais “perigoso” que outro. De acordo com a profissional de saúde, porém, não há diferença entre alimentos quentes e crus.  “Os alimentos crus, como comida japonesa e saladas, não precisam de nenhum cuidado adicional além dos protocolos de higiene que já são aplicados para evitar o contágio de qualquer doença”, explica a infectologista.

De acordo com a rede de pedidos por aplicativo Uber Eats, especializada em entrega de alimentos, a empresa registrou uma alta nos pedidos do tipo. Alimentos preparados com salmão, temaki e sushi estão entre as categorias mais pedidas do app. O maior destaque no aumento de vendas ficou para as saladas, outro preparo servido cru. 

A empresa reforça as novas recomendações dedicadas aos restaurantes: cuidados no preparo, afastamento de funcionários com sintomas de Covid-19 e embalagens adequadas. Normas parecidas foram adotadas pelos concorrentes Rappi e Ifood, que oferecem o mesmo serviço e agora disponibilizam o protocolo de restaurantes online para clientes. 


Como receber os alimentos de maneira segura? 


Para facilitar a experiência de receber o seu pedido em casa, organizamos dicas dos profissionais de saúde e das próprias empresas de delivery, que atualizaram protocolos adaptados para o período de pandemia. 

  • 1 - Pagamento pelo app e entrega sem contato 

Novas opções de entrega e pagamento foram as primeiras medidas adotadas pelos aplicativos de delivery durante o período de isolamento social . As empresas defendem que o novo formato reduz as possibilidades de contágio tanto para quem recebe quanto para o entregador, que agora tem a opção de deixar o pedido em um local pré-combinado com o cliente. Além disso, todas as empresas recomendam fortemente que o pagamento seja feito de maneira prévia com cartão de crédito ou, caso não seja possível, utilizando a maquineta do entregador. Pagamentos com dinheiro em espécie devem ser evitados. 

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  • 2 - Se usar luvas, não descuide da higiene das mãos 

Em entrevista prévia ao iG Saúde o farmacêutico Jamar Tejada, que atende em São Paulo, citou o uso de luvas como uma maneira segura de lidar com embalagens recebidas. Apesar disso, o especialista destaca que mesmo utilizando luvas, é preciso seguir outros cuidados. ''Para colocar ou retirar as luvas, é possível que você entre em contato com uma superfície infectada pelo novo coronavírus'', explica o farmacêutico, que completa: ''Independente de usar luvas ou não, é importante que a higienização das mãos seja sempre feita''. 

  • 3 - Atenção às embalagens


''Por não sabermos ao certo quanto tempo o vírus pode sobreviver em uma superfície, é recomendado que ao receber o delivery, a embalagem seja higienizada com álcool 70% , para eliminar a possibilidade de contágio pela embalagem'', recomenda Felipe  Folco, diretor médico da Cia da Consulta. Além disso, a infectologista Susanne Edinger reforça que “a embalagem externa não deve ser colocada sobre nenhuma bancada ou mesa onde são realizadas as refeições. Todas as casas devem determinar um local pra colocar essas sacolas que vem de ambiente externo e esse local deve ser higienizado constantemente”, diz.

  • 4 - De olho no lixo 


Por último, os profissionais de saúde reforçam que os cuidados não devem acabar no momento em que as embalagens são afastadas, já que a preocupação com o descarte correto é indispensável. ''Após o manuseio das embalagens, é recomendado que o produto ou alimento recebido seja transferido para uma superfície limpa e a embalagem seja descartada em um lixo com tampa'', explica o farmacêutico. ''Caso não seja possível descartar em um lixo com tampa, recomendo que a embalagem seja descartada em uma sacola de lixo, e que depois a sacola seja amarrada, evitando qualquer tipo de contaminação no lixo comum'', completa.

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