pesquisadora testa vacinas
EPA
OMS quer disponibilizar a vacina primeiramente a profissionais da linha de frente, idosos, pessoas com comorbidades e pessoas em locais de risco


Em coletiva de imprensa realizada hoje (18), a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que Estados Unidos, China e Reino Unido são os países mais próximos a conseguir uma vacina para imunizar humanos da Covid-19.


Pesquisas destes países estão prestes a entrar na Fase 3 de testagem. Caso aprovadas nesta etapa, podem começar a ser produzidas e comercializadas.

Segundo a chefe de pesquisa científica a OMS, Soumya Swaminathan, uma das quatro possíveis vacinas (sendo duas chinesas) devem alcançar a Fase 4 em duas semanas.

As vacinas candidatas já foram aplicadas em centenas de pessoas na Fase 2. Agora, a etapa é aplicá-la em milhares de pessoas, o que pode levar muito tempo. Pela pressa, pesquisadores tentam agilizar o processo.

Swaminathan, com essas notícias, informou que pode ser possível conseguir uma vacina para imunizar humanos até o fim do ano. Assim, a organização já providencia processos burocráticos com países-membros para uma distribuição mais rápida.

A chefe de pesquisa diz ainda que, depois de aprovada e pronta para distribuição, será aplicada primeiramente a pessoas com comorbidades, profissionais que trabalham na linha de frente da Covid-19 e pessoas que estão em possíveis focos, como trabalhadores industriais ou quem cumpre pena em penitenciárias.

Coronavac fica de fora

Na lista de vacinas promissoras listadas pela OMS hoje estão duas vacinas de instituições médicas da China; uma da Messenger RNA, de responsabilidade do Centro de Investigação de Vacinas dos EUA e também da companhia Moderna; e uma da AtraZeneca com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, que já teve cadeia de produção iniciada .

Ficou de fora a Coronavac, vacina contra a Covid-19 do Instituto Butantan anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no último dia 11. Segundo Doria, a vacina passou por duas etapas de teste e teria 90% de eficácia .

Doria afirmou que a vacina brasileira seria em parceria com a chinesa Sinovac Biotech . Desta forma, não é possível ter certeza se uma das duas vacinas citadas pela OMS hoje correspondam à Coronavac.

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