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Umidificadores demandam atenção durante pandemia

Com a queda da umidade do ar, comum no inverno, o uso de umidificadores é uma alternativa para quem se preocupa, especialmente, com a saúde e conforto respiratório . De acordo com profissionais de saúde, porém, a atenção ao bom funcionamento do aparelho é fundamental para evitar o efeito contrário: o aumento da propagação de doenças, entre as quais a Covid-19

De acordo com o fisioterapeuta respiratório Cadu Ramos, aumentar a umidade do ar, por si só, é benéfico. “Pessoas que já possuem problemas respiratórios podem ser beneficiadas com uso de umidificadores para melhorar a capacidade de expansão do pulmão ”, explica. Na afirmação, o especialista considera os dias em que a umidade do ar está abaixo ou muito próxima de 40%, que é o nível mínimo para o organismo humano de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

A umidificação do ar também é recomendada pelo Ministério da Saúde como medida para alívio e prevenção de sintomas respiratórios . O resultado, porém, não depende apenas de aparelhos umidificadores: ambientes de banho quente ou uma bacia com água no cômodo também surtem um efeito positivo nos dias secos.

Apesar de - em perfeitas condições - melhorar o ar que chega aos pulmões, o órgão mais atingido pela Covid-19, os umidificadores podem se tornar vilões caso não estejam com a higiene em dia. Além disso, “o excesso de umidificação do ambiente pode ser tão o ou mais prejudicial que o ar seco”, de acordo com o médico da família e supervisor do CEJAM, Fábio Pampolha, que alerta para o risco de desenvolvimento de fungos no ambiente que podem agravar os casos alérgicos

Para evitar o problema, o profissional recomenda “não fazer uso prolongado em ambientes pequenos, dando preferência aos modelos com timer que ajudam no controle da umidade”. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o máximo de umidade do ar considerado saudável é de 70%.

Além disso, existem estudos que alertam para o risco do aparelho em ambientes com mais pessoas durante a pandemia. Isso porque o novo coronavírus (Sars-CoV) pode utilizar as partículas de água para se transportar de uma pessoa para outra - aumentando o risco de contágio da doença. 


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