Comprimidos de hidroxicloroquina
Cadu Rolim/Fotoarena/Agência O Globo
Estudo de brasileiros é o maior já feito sobre hidroxicloroquina

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde , Hélio Angotti Neto, disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira (24) que o  estudo da coalizão de hospitais brasileiros sobre a hidroxicloroquina divulgado ontem "mistura conceitos" e tem uma metodologia diferente da utilizada pela pasta fazer pesquisas com o medicamento.

Angotti Neto não criticou os métodos definidos pelos médicos, mas fez um alerta que um caso leve ou moderado no estudo desses pesquisadores pode ser considerado grave pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, o secretário elogiou a forma "prudente" com que os autores se colocaram ao citar as limitações da pesquisa. "Esse ministério não está atacando nem defendendo medicação, a gente defende a vida", afirmou Angotti Neto. "O que a gente não pode fazer é criticar estudos só lendo o título", completou.

O estudo divulgado nesta terça é o maior já realizado no mundo todo e mostra que a hidroxicloroquina, seja sozinha ou associada à azitromicina, não mostrou efeito favorável na evolução clínica de pacientes adultos hospitalizados com formas leves ou moderadas da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

O grupo responsável pela condução dessa pesquisa é formado por pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo em parceria com o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

Devido à sua relevência, o estudo teve seus resultados publicados no periódico científico  New England Journal of Medicine , um dos veículos acadêmicos mais respeitados do mundo.

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