Testes rápidos para a Covid-19
Foto: Bruno Concha/Fotos Públicas
Segundo professor, desaparecimento de anticorpos contra Covid-19 não significa desproteção


Um estudo realizado pela Santa Casa em parceria com o Instituto Cultural Floresta (ICF) e pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) apontam que anticorpos contra a Covid-19 podem desaparecer depois de um tempo em pessoas assintomáticas . A pesquisa foi divulgada na última quinta-feira (20).


O público alvo do estudo foram policiais militares que trabalham na linha de frente durante a Covid-19. Cerca de dois terços dos profissionais viram que seus anticorpos “desaparecem” em três semanas. Eles são testados regularmente por serem considerados como grupo de risco.

Participaram do estudo 1.592 PMs de 10 cidades gaúchas diferentes. A maioria deles era saudável, jovem e assintomático. Mesmo trabalhando expostos nas vias públicas, são orientados a utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e fazer a higienização correta das mãos. Homens foram a maioria no estudo, cerca de 81,2%, e têm em média 34 anos.

Isso não quer dizer que a pessoa assintomática está desprotegida depois da contaminação, segundo o professor de infectologia UFCSPA e coordenador do laboratório de biologia molecular, Alessandro Pasqualotto. De acordo com ele, esses anticorpos podem voltar em outra célula de defesa, em algum tempo.

O professor também afirma que os anticorpos passam por testes de infecção recente (IGA) e infecção antiga (IGG). Os policiais são testados a cada três semanas.

"De modo geral o anticorpo caiu em título e negativou em cerca de 2/3 das pessoas que eram IGA ou IGG positivos. E nos indeterminados negativou em proporção ainda maior", afirmou ao Correio do Povo. "Isso é um dos grandes enigmas do novo coronavírus hoje e é por isso talvez que as vacinas tenham que vir a ser dadas, quando vierem, numa frequência maior do que uma vez por ano.”

O pesquisador afirma que, para essa análise, foram utilizadas outras formas de testagem que são consideradas mais sensíveis. Isto porque os resultados dos testes rápidos não conseguem abranger um resultado mais específico, capaz de abranger um maior número de cidadãos. Segundo Pasqualotto, os resultados conseguidos por meio do uso de IGA e IGG equivalem a 3 milhões de pessoas gaúchas.

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