José Medina%2C coordenador do Centro de Contingência para o coronavírus em São Paulo
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
José Medina, coordenador do Centro de Contingência para o coronavírus em São Paulo

O coordenador do Centro de Contingência para o coronavírus, José Medina, afirmou nesta quarta-feira (26) que o governo do estado de São Paulo está acompanhando as investigações do Hospital das Clínicas de pacientes que podem ter sido reinfectados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), mas que não há motivos para preocupação.

Segundo Medina, esses casos de reincidência da Covid-19 ocorrem em pessoas que, por alguma razão, continuaram com o "esqueleto do vírus" depois de terem a doença.

"Eu conversei com o pessoal do Hospital das Clínicas, eles montaram esse laboratório para seguir esse tipo de situação, os casos que eles tão acompanhando possivelmente são de portadores do mesmo vírus, são pessoas então que tiveram a doença e por alguma razão mantiveram o esqueleto do vírus, que quando amplificado no exame ainda aparece positivo, mas sem apresentar infecção, sem apresentar doença. Estamos acompanhando essa situação do Hospital das Clínicas bem de perto", disse.

As investigações do Hospital das Clínicas de São Paulo avalia os casos de sete pacientes com suspeita de reinfecção. Para confirmar essa possibilidade, os pesquisadores estão fazendo o sequenciamento genético para avaliar se são vírus diferentes, se houve mutação ou se o mesmo vírus da primeira infecção voltou a se manifestar.

A técnica consiste na criação de uma espécie de mapa das características genéticas para uma futura comparação, sendo que o mesmo está sendo feito em outros pacientes que estão sendo monitorados em Ribeirão Preto.

A possibilidade de um paciente ter a Covid-19 pela segunda vez está em destaque novamente nesta semana porque, pela primeira vez, cientistas conseguiram comprovar que um deles teve a doença duas vezes.

O caso foi registrado em Hong Kong. Nesta terça, cientistas europeus afirmaram que pode haver mais dois casos desse tipo, um na Holanda e um na Bélgica. Os estudos sobre esses casos, no entanto, não divulgaram estudos.

Para comprovar que houve uma nova infecção, é necessário sequenciar o código genético de ambos os vírus, da primeira e da segunda infecção, para saber se se tratam de duas ocorrências. Em caso negativo, é mais provável que os sintomas sejam causados pelo vírus "reaparecendo" no organismo.

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