Pedestres circulando pela Av. Paulista em meio à pandemia de Covid-19
Roberto Casimiro/Fotoarena/Agência O Globo
Brasil é o segundo país do mundo mais atingido pela Covid-19

Pelo menos 65% da população mundial deverá ser infectada para que a imunidade coletiva da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), seja atingida. A informação é da cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, que disse nesta quinta-feira (27) que esse percentual ainda pode chegar a 70%.

"Nenhuma doença foi controlada somente por permitir a imunidade natural ocorrer", afirmou a diplomata durante coletiva de imprensa.

Apesar do alerta, Soumya também explicou que a imunidade coletiva levaria muito tempo para ser atingida. Isso porque, até agora, somente de 5% a 10% da população mundial foi exposta ao novo coronavírus, o que significa que a doença ainda tem muito espaço para se espalhar. 

Diante desse cenário, o número pode ser maior em cidades de transmissão intensa. Em locais de muito contágio, como São Paulo e Amazonas, pesquisas apontam que a porcentagem de pessoas que tiveram contato com o vírus da Covid-19 foi de 18% e 30%, respectivamente.

Embora alguns estudos indiquem que o índice necessário para levar à proteção da população possa ser 43% ou até 20%. A cientista ressaltou que pesquisas ainda não estabeleceram o número exato.

Por conta disso, a líder técnica da resposta à pandemia da OMS, Maria Van Kerkhove, disse que a imunidade de rebanho normalmente se refere a quantas pessoas devem ser vacinadas para impedir a transmissão. A ideia seria não levar em conta somente a transmissão natural, já que até agora só 5% da população mundial teve contato com o novo coronavírus.

Atualmente, segundo a entidade, 167 vacinas estão sendo desenvolvidas, sendo que seis dessas já estão no último estágio de testes em seres humanos.

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