Doença causa xtrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café
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Doença causa extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café

Mais três casos da doença de Haff, conhecida como popularmente como doença que deixa a urina "preta" foram registrados em Camaçari, cidade da região metropolitana de Salvador, na Bahia. A informação foi confirmada, por meio de nota, pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

De acordo com a Secretaria, os pacientes confirmaram que houve ingestão de um pescado conhecido como "olho de boi" e, aproximadamente sete horas depois, começaram a apresentar sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. 

Ainda de acordo com a Sesab, o Centro Informação Estratégica em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS) alerta que a doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados.

O orgão de saúde informou ainda que a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência renal e pode levar a morte caso não seja tratada.

Em agosto de 2020, Entre Rios, cidade a cerca de 140 quilômetros de Salvador, registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença de Haff com relato de ingestão de pescado.

A secretaria explicou que cinco pessoas da mesma família comeram o peixe e, sete horas depois, um homem de 53 anos apresentou sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. Outros familiares apresentaram os mesmos sintomas.

Em Salvador, nos meses de setembro e outubro, duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de casos da doença de Haff. No total, a Bahia contabiliza 9 pacientes que apresentaram início súbito de dor muscular de origem não determinada em 2020.

Orientações gerais à população:

• Aos primeiros sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

Aos profissionais de saúde:

• Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiolise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas.
• Evitar o uso de antiinflamatórios.
• Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal;

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