Comitiva desembarcou em Israel neste sábado (06) para tentar negociar testes de spray no Brasil
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Comitiva desembarcou em Israel neste sábado (06) para tentar negociar testes de spray no Brasil

O deputado federal e filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), afirmou que Israel demonstrou interesse em realizar testes de um spray nasal contra a Covid-19 no Brasil . Segundo o parlamentar, o medicamento teria se mostrado eficaz contra a doença e tenta a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial .

De acordo com Bolsonaro, o interesse dos israelenses no Brasil é para testar a eficácia do medicamento em um local “miscigenado, com amplo material genético”.

“O Brasil é um povo famoso por ser miscigenado, com material genético bem diversificado. As expectativas são altas, estamos aqui cumprindo essa agenda, mas tem outras laterais também, como operação tecnológica, áreas de telemedicina e agência espacial”, afirmou o deputado.

Uma comitiva brasileira foi formada para negociar os testes do medicamento no país. Comandado pelo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo , o grupo desembarcou na capital israelense no sábado (06) . Araújo deve ser recebido pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu , na segunda-feira (08).

Criado há pouco mais de um mês por membros do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, o spray foi testado em apenas 30 pacientes. Pesquisas apontam que 29 pessoas apresentaram melhorar nos sintomas da doença entre 3 e 5 dias, mas não há confirmações dos dados por autoridades científicas.

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“O novo medicamento, chamado EXO-CD24, tem tido uma eficiência perto de 100% nos primeiros testes com relação ao combate à Covid-19, e a nossa expectativa é de que nós possamos aqui traçar acordos de cooperação para trazer para o Brasil a fase 3, a chamada fase de teste”, completou Eduardo Bolsonaro.

Combate a pandemia

Brasil e Israel tiveram atitudes diferentes durante o combate à pandemia de Covid-19. Enquanto o governo latino-americano renegava a doença e pedia a liberação do comércio, os israelenses aumentaram a oferta de compra de vacinas , criaram um planejamento para imunização em massa e cumpriram o isolamento rigorosamente. Com o agravamento no número de casos, Netanyahu determinou o lockdown no país.

Após meses de isolamento, o país está voltando gradualmente a sua normalidade. Bares, restaurantes e comércios voltaram ao funcionamento com capacidade reduzida, após a confirmação de imunização de 50% da população de Israel.

Além de atraso na vacinação, falta de acordo com farmacêuticas e escassez de doses , o Brasil enfrenta problemas em liberar leitos de UTI, com alguns estados apresentando lotação máxima nos hospitais . Governadores e prefeitos tomaram atitudes como lockdown e aumento de restrições para conter mais uma onda de contaminação da doença.

Contrário ao fechamento provisório do comércio, o presidente Jair Bolsonaro pediu na última semana a reconsideração das decisões dos governadores e solicitou a abertura do comércio. Bolsonaro ainda foi criticado por falar para o país “parar de mimimi” e dizer “chega de choradeira” quando se referiu aos aumentos de casos da Covid-19.

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