Alemanha, França e Itália suspendem vacinação com AstraZeneca; saiba motivo
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Alemanha, França e Itália suspendem vacinação com AstraZeneca; saiba motivo

Alemanha, França e Itália estão suspendendo o uso da vacina contra a Covid-19 de Oxford/AstraZeneca como medida preventiva após a notificação de efeitos colaterais. Estas medidas adotadas por alguns dos maiores e mais populosos países europeus gera preocupação de especialistas em relação ao progresso da vacinação no continente, que já enfrentava a falta de doses - caso do imunizante da AstraZeneca.

O Instituto Médico Paul-Ehrlich, que assessora o governo alemão, "acredita que mais exames são necessários" após a formação de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas na Europa, afirmou um porta-voz do ministério, enquanto vários países já tomaram tal medida.

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A Alemanha se torna assim, o mais recente em uma lista de países europeus que suspenderam o uso da AstraZeneca/Oxford por precaução. Irlanda e Holanda tomaram a medida domingo. Antes delas, Dinamarca, Islândia, Áustria, Luxemburgo, Letônia, Estônia, Lituânia, Itália e Noruega adotaram a medida após notícias de efeitos colaterais como sangramento e coagulação do sangue.

"Seguindo uma recomendação do Instituto Paul Ehrlich, o governo está, por precaução, adiando a aplicação da vacina AstraZeneca", o ministério disse em nota. Semana passada, Lothar Wieler, diretor do Instituto Robert Koch para Doenças Infecciosas, disse que não havia evidência de que os vacinados com o imunizante apresentassem condições sanguíneas diferentes dos não vacinados de idade semalhante.

No Reino Unido, onde milhões de pessoas já foram vacinadas com a fórmula da AstraZeneca, o diretor da equipe científica da universidade de Oxford disse hoje à Rádio 4 da BBC que não existe nenhuma relação entre os coágulos sanguíneos encontrados entre pessoas que tomaram a vacina para Covid-19 de Oxford/AstraZeneca e a ação do imunizante.

"Há provas muito tranquilizadoras de que não houve aumento da trombose aqui no Reino Unido, onde se administraram até agora a maioria das doses da Europa. É absolutamente essencial que não prejudiquemos a vacinação", disse Andrew Pollard, diretor do grupo de vacinas de Oxford.

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