Unidades de saúde têm falta de remédios para intubação em SP
Camilla Veras Mota - @cavmota - Da BBC News Brasil em São Paulo
Unidades de saúde têm falta de remédios para intubação em SP

Diante da escassez de remédios utilizados para a intubação , médicos de unidades de Saúde de São Paulo têm recorrido a remédios mais antigos, fora de uso, para substituí-los; pelo menos  591 serviços municipais de saúde do estado estão com os estoques de bloqueadores neuromusculares zerados;  sedativos faltam em 342 serviços . Os dados são do  Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems/SP).

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo , o Ministério da Saúde não está enviando os medicamentos às unidades de saúde nas quantidades necessárias. As informações são do portal Terra .

O levantamento do Cosems/SP foi realizado junto a 1514 serviços de saúde de 265 municípios . Além das unidades já sem medicamentos, os estoques dos bloqueadores neuromusculares são suficientes para uma semana em 303 serviços; duas semanas em 147; três semanas em 72; um mês em 73; 45 dias em 69; dois meses em 45; e mais de 60 dias em 214.

Também usados no kit intubação, os sedativos estão zerados em 342 unidades das 931 distribuídas em 175 prefeituras. Nas demais, os medicamentos duram uma semana em 225 unidades; duas semanas em 88; três semanas em 49; um mês em 60; 45 dias em 40 e dois meses em 31. Outros 95 não responderam.

"Após constantes cobranças da Secretaria de Estados de Saúde por medidas urgentes ao Ministério da Saúde para auxílio no fornecimento de medicamentos para intubação, o governo federal liberou para o Estado de São Paulo desde a última semana de março 215.313 ampolas de neurobloqueadores e anestésicos, o que corresponde a apenas 6% do que é necessário para atender a demanda mensal da rede pública, de 3,5 milhões", diz a Secretaria estadual de Saúde, em nota.

"A secretaria tem enviado ofícios e participado de reuniões com representantes federais, além de apresentar propostas como a realização de acordos com farmacêuticas, aquisição estratégica internacional, monitoramento diário da demanda (atualmente é semanal), além de pleitear a ampliação da disponibilidade de compra por ata federal, atualmente restrita a 60 dias de consumo. Para diversos itens, o saldo proporcional de São Paulo se esgotou na primeira semana de março.


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