Marcelo Queiroga
Jefferson Rudy/Agência Senado
Marcelo Queiroga

A atual gestão do Ministério da Saúde, comandado hoje por Marcelo Queiroga, seguiu distribuindo hidroxicloroquina para a rede pública de saúde como política de combate à Covid-19. Entre o fim de março e abril, após a posse de Queiroga, foram entregues 127,5 mil comprimidos a dois municípios do interior de São Paulo. As informações foram publicadas pelo jornal 'O Globo'.

Segundo a plataforma Localiza SUS, a pasta enviou 27,7 mil comprimidos a Limeira (SP) no dia 30 de março, uma semana após a posse de Queiroga. No dia 27 de abril, foram enviadas 100 mil unidades para Presidente Prudente (SP). O medicamento está no rol de substâncias citadas pelo presidente Jair Bolsonaro no que chama de “tratamento precoce” da Covid-19, que não tem comprovação científica, e pode causar danos à saúde de quem consome.

Desde o ano passado, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) diz que estudos não apontaram benefício desses medicamentos e, em alguns casos, constataram “efeitos colaterais”. Em março, a OMS também alertou que a hidroxicloroquina aumenta o risco de efeitos adversos em caso de infecção decorrente do coronavírus.

Durante seu depoimento à CPI da Covid, o ministro Queiroga disse que não havia autorizado e que desconhecia remessas recentes destes medicamentos — ele deverá ser convocado novamente para dar mais explicações.

Ao ser sabatinado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, Queiroga disse não ter sido pressionado pelo governo a manter a distribuição de medicamentos para a Covid-19, incluindo a cloroquina.

"Não autorizei distribuição de cloroquina na minha gestão (...) Não tenho conhecimento que esteja havendo distribuição de cloroquina na nossa gestão. Não tenho conhecimento que esteja havendo distribuição de cloroquina na nossa gestão.", disse Queiroga à CPI.

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