Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo


No último domingo (6)  o governador João Doria afirmou que até 15 de setembro toda a população adulta de São Paulo estará vacinada. A notícia acabou gerando dúvidas quanto a vacinação daqueles que não são do estado, mas que querem ir a São Paulo se imunizar. Em entrevista ao iG Saúde, o secretário da saúde Jean Gorinchteyn explicou que a prioridade são os moradores do estado.

"Alguns municípios que fazem exatamente este operacional, estão exigindo de seus munícipes que tenham um documento que comprove a residência. São Paulo tem feito isso, até para privilegiar as pessoas que aqui vivem e para que não haja nenhum problema em termos quantitativos dessas doses de vacinas", disse o secretário.

Apesar disso, o secretário não exclui a possibilidade de que haja fraudes, mas diz que o governo acredita na "lisura" e no "bom senso". "São duas coisas que andam em conjunto. É claro que um ou outro caso podem e vão acontecer, mas temos que impedir a maioria porque, neste momento, queremos priorizar e dar atendimento às pessoas que aqui estão", afirmou Gorinchteyn.

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Já sobre a migração entre cidades do estado, Gorinchteyn explica que, caso você tenha a comprovação de um endereço, isso se torna mais difícil. "O objetivo dos municípios é criar essa condição local de preservar e priorizar estes munícipes, isso é o mais importante", disse o secretário, que incentiva a vacinação dentro de sua própria cidade.

"Porque eu tenho um quantitativo dali, são estes quantitativos de doses que estão sendo mandados. Além de toda uma questão de comodidade e conforto de você receber o imunizante na sua própria cidade", afirmou.

Caso São Paulo termine a vacinação de toda a sua população, o governo deverá acolher todos os outros brasileiros. "Isso é um princípio básico em uma crise humanitária e sanitária como essa", afirmou Gorinchteyn. Segundo o secretário, o mesmo aconteceu com a entrega das 46 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização (PNI), concluída em maio pelo estado.

Na coletiva desta quarta-feira (16), Doria anunciou que o  pré-cadastro para aqueles que desejam ser voluntários da ButanVac, a vacina brasileira produzida pelo Instituto Butantan, já está disponível.

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