Inverno pode agravar pandemia da Covid-19 nas Américas
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Inverno pode agravar pandemia da Covid-19 nas Américas


O inverno no hemisfério sul e a temporada de furacões no Caribe acontecem em meio a um pico de casos de Covid-19 nas Américas e podem agravar a pandemia na região, alertou nesta quarta-feira a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne.

Na última semana, a região, a mais atingida pelo coronavírus, registrou 1,1 milhão de novas infecções e 300 mil mortes relacionadas à doença, números classificados por Etienne como "espantosos".

Em uma coletiva de imprensa on-line, Etienne pediu que os países considerem a possibilidade de equipar hospitais e ampliar abrigos para reduzir o potencial de transmissão do coronavírus, já que, segundo ela, o distanciamento social e a ventilação adequada serão difíceis no contexto de uma tempestade.

"A temporada de gripe deste ano chega em um momento em que as infecções por Covid-19 estão exponencialmente mais altas, mas as medidas de saúde pública são muito menos rigorosas", acrescentou.

Apesar de nas últimas semanas ter sido notado um "alívio" no avanço da Covid-19 nos países do hemisfério norte, para a maioria das nações americanas "o fim ainda é um futuro distante", disse a chefe da Opas.

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Ela acrescentou que é "inaceitável" que apenas uma em cada 10 pessoas na América Latina e no Caribe tenha sido vacinada contra a doença.

No Brasil, segundo o consórcio de veículos de imprensa, a primeira dose de vacina contra Covid-19 foi aplicada até agora em 34,25% da população, e 12,27% recebeu a segunda dose.

Os dados também mostram que a média móvel de sete dias do número diário de mortes pela doença no país agora está em 1.603, o que representa queda de 20% nas últimas duas semanas. Levando em conta o número diário de resultados positivos em diagnósticos, a última quinzena teve variação de -10% (tendência de estabilidade) em escala nacional.

Variantes de preocupação

A variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia e altamente contagiosa, foi detectada principalmente em viajantes nas Américas e sua transmissão comunitária foi limitada, disse Jairo Méndez-Rico, consultor de Doenças Virais Emergentes da Opas.

Apesar disso, Ciro Ugarte, Diretor de Emergências de Saúde da Opas, assegurou que os países com alta presença de variantes de preocupação deveriam tomar a decisão de limitar significativamente as viagens ou fechar suas fronteiras.

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