Covax Facility: Venda de vacinas chinesas impulsiona consórcio global
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Covax Facility: Venda de vacinas chinesas impulsiona consórcio global

Duas fabricantes chinesas, a Sinopharm e a Sinovac (que desenvolve a CoronaVac, o primeiro imunizante contra a Covid-19 a ser aplicado no Brasil)  anunciaram nessa segunda-feira que venderão até 550 milhões de doses para o programa Covax. A notícia foi celebrada como um impulso ao consórcio global, iniciativa apoiada pela OMS para facilitar a distribuição equitativa de vacinas contra a Covid-19.

O Brasil participa do programa, mas, ao aderir à iniciativa, optou por contratar doses de vacinas para o equivalente a 10% da população brasileira, no total de 42,5 milhões de doses. O país tinha, porém, a opção de fazer investimentos maiores e solicitar doses para cobrir até 50% da população.

Reportagem do GLOBO mostrou que o parecer do Ministério da Saúde usado para embasar a decisão de pedir o mínimo possível de doses de vacinas contra a Covid-19 do consórcio Covax argumenta que a vacinação deveria se voltar apenas a "grupos de risco". O documento, da Secretaria Executiva do órgão, crava que não seria necessário vacinar toda a populção.

Criada no ano passado, a Covax enviou apenas cerca de 102 milhões de doses até agora para os países mais pobres, e tem como objetivo entregar 1,8 bilhão até o início de 2022.

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A Sinopharm fornecerá 60 milhões de doses de julho a outubro, segundo anunciou a aliança de vacinas Gavi, que comprou o imunizante em nome da Covax. Há, ainda, a opção de adquirir mais 110 milhões de doses posteriormente. A Sinovac também concordou em fornecer à Covax até 380 milhões de doses da CoronaVac.

Muitas nações estão contando com a Covax após ficarem para trás em relação aos países mais ricos na tentativa de vacinar suas populações. Em maio, a Moderna fechou acordo para fornecer até 500 milhões de doses de seu imunizante para a Covax, mas apenas uma pequena fração das remessas deve chegar ainda este ano.

As vacinas da Sinopharm e a CoronaVac são baseadas em uma forma inativada do coronavírus e foram aprovadas para uso emergencial pela OMS no início deste ano. Ambas já foram amplamente distribuídas em todo o mundo depois que a China fechou acordos bilaterais, principalmente com países em desenvolvimento. A eficácia dessas vacinas varia de 50% a quase 80% em ensaios e estudos do mundo real.

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