Prefeitura de SP admite risco de transmissão comunitária da variante Delta
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Prefeitura de SP admite risco de transmissão comunitária da variante Delta

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou nesta quarta-feira que o inquérito epidemiológico para localizar a origem da infecção do primeiro caso da  variante Delta na cidade foi inconclusivo. Deste modo, há indicativos de que a cidade passa por transmissão comunitária da nova cepa, inicialmente identificada na Índia.

“Após a investigação epidemiológica, não foi possível identificar a origem da infecção. Dessa forma, pode-se considerar a possibilidade de transmissão comunitária da variante delta no município de São Paulo”, diz nota divulgada pela pasta da Saúde.

O caso inicial da cepa Delta foi identificado em um homem de 45 anos que trabalhava em casa e não tinha histórico de viagens nem contato com viajantes. Nesta tarde, Dimas Covas, o diretor do Instituto Butantan — responsável pela análise das amostras de nariz e faringe coletadas da mulher, filho e enteado do “paciente zero” — afirmou que não houve resposta positiva para o vírus entre esses contactantes.

A cidade afirmou que encaminha ao Butantan e ao Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) cerca de 700 amostras semanais positivas para a Covid-19. Até agora, esse foi o único caso positivo para a Delta na cidade.

O primeiro paciente apresentou sintomas em 19 de junho, mas já está recuperado. O inquérito epidemiológico ultrapassou a marca de 30 pessoas investigadas, diziam informes anteriores da prefeitura.

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A nota da prefeitura diz que “não houve viabilidade para análise das amostras colhidas do núcleo familiar, também foram investigados locais de trabalho e outros contatos próximos do caso”.

Mais transmissiva

A Delta, assim como as três demais variantes de preocupação, ganhou atenção ao conquistar espaço em meio a uma nova e pior onda da doença. Na Índia, isso ocorreu principalmente a partir de fevereiro de 2021, embora a circulação tenha iniciado em outubro de 2020.

Em meses, ela tornou-se dominante no cenário local e, posteriormente, em países para os quais migrou, em trajetória que lembra a das variantes Alfa (Reino Unido), Beta (África do Sul) e Gama (Amazonas).

As mutações que mais chamam a atenção na Delta ocorrem em pontos específicos da proteína spike — o material que forma a coroa do vírus. Essa proteína é o ponto de ligação entre o coronavírus e a célula humana. Com a variação da nova cepa, o vírus faz essa conexão com maior facilidade. Estudos chegam a apontar que ela seja 60% mais transmissiva.

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