Debate sobre 3ª dose traz “insegurança à população”, afirma Ministro da Saúde
Tony Winston/MS
Debate sobre 3ª dose traz “insegurança à população”, afirma Ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta segunda-feira (19), que o debate sobre a aplicação de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 pode causar "insegurança à população". A declaração veio após a Anvisa autorizar os estudos referentes à segurança e eficácia de uma terceira aplicação da AstraZeneza.

O ministro acredita que o debate é precipitado, pois ainda não há estudos que garantem benefícios com três doses dos imunizantes. "As pessoas ficam com medo. Muitas vidas já foram perdidas, e isso gera uma ansiedade. Às vezes, os gestores públicos tomam decisões baseadas naquele cenário específico, mas podem levar a uma inquietude maior".

E completou: "Por exemplo, não conseguimos avançar ainda em 100% da população com a primeira dose da vacina. Qual é a evidência científica disponível para que nós devamos já falar em uma terceira dose? Isso só leva mais insegurança à população", afirmou Queiroga.

Nesta segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a condução de estudos para avaliar a efetividade de uma terceira dose do imunizante da AstraZeneca contra a Covid-19. O teste será aplicado em pessoas que já receberam as duas doses, em um período de 11 a 13 meses após a segunda dose.

O ministro da Saúde ainda aproveitou para criticar as decisões estaduais no que diz respeito à vacinação da população. Para Queiroga, é necessário que as secretarias de Saúde sigam as medidas que foram pactuadas pelo Comitê Intergestores Tripartite (CIT). O grupo, responsável pela definição de estratégias de saúde, é formado pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

"Tenho feito um apelo a todos os gestores para que nós sigamos a decisão do Programa Nacional de Imunização (PNI). Eles também participam dessas decisões", defendeu.

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