Jair Bolsonaro
Divulgação/Palácio do Planalto/Alan Santos
Jair Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro utilizou um argumento errado para explicar porque não quer receber a CoronaVac. Bolsonaro disse quer uma vacina "aceita no mundo todo", e argumentou que o imunizante produzido no Instituto Butantan, em parceria com a empresa chinesa Sinovac, não seria aceito nem nos Estados Unidos nem na Europa, o que não é verdade.

"Eu vou tomar vacina que possa entrar no mundo todo. Não posso tomar essa vacina lá de São Paulo, que não está aceita na Europa nem nos Estados Unidos. Eu tenho que tomar a aceita no mundo todo", disse Bolsonaro, em entrevista à rádio 89 FM, de Natal (RN).

Apesar da declaração do presidente, os Estados Unidos não exigem comprovante da vacinação para permitir a entrada de viajantes. Na Europa, alguns países só aceitam vacinas aprovadas pela agência sanitária local, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) — o que não é o caso da CoronaVac.

Entretanto, alguns países europeus aceitam todos os imunizantes aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o que inclui a vacina produzida no Butantan. É o caso, por exemplo, da Suíça e da Islândia.

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Bolsonaro já poderia ter se vacinado há quatro meses, seguindo os critérios da imunização no Distrito Federal, mas tem dito que será o último brasileiro a receber a vacina — declaração repetida na entrevista desta quarta. A atitude dele de não se imunizar é exceção entre os principais líderes da América do Sul e do G20.

"Eu serei o último da fila. Já que tem muita gente apavorada para tomar vacina, não é justo o chefe de Estado tomar na frente do cidadão comum."

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