Vacinados representam só 3,7% dos óbitos desde o início da imunização no Brasil
Jefferson Peixoto/Secom
Vacinados representam só 3,7% dos óbitos desde o início da imunização no Brasil

Apenas 3,68 dos mortos por covid-19 haviam concluído o ciclo de vacinação, é o que mostra a pesquisa da Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia das universidades estaduais USP e Unesp. O dado é referente aos 9.878 brasileiros que morreram entre 28 de fevereiro, quando as primeiras pessoas no Brasil concluíram a janela de imunização, e 27 de julho.

Atualmente, nenhum dos imunizantes disponíveis contra o coronavírus garante 100% de proteção, no entanto, todos reduzem drasticamente as chances de internação, casos graves e óbitos decorrentes da doença.

De acordo com dados do Info Tracker, outras 28.660 pessoas vacinadas foram internadas. O número representa quase 3% do mais de um milhão de casos registrados.

Segundo informações coletadas pela UOL, os idosos com mais de 70 anos são as principais vítimas da covid, mesmo após a vacinação. Segundo a pesquisa, 8.734 pessoas que morreram e 23 mil que foram internadas já tinham recebido as duas doses. O cenário reforça a necessidade de que idosos e pessoas de seu convívio mantenham distanciamento social e usem máscara mesmo após a imunização completa.

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Já entre aqueles que receberam apenas a primeira dose da vacina anticovid, 65 mil pessoas foram internadas e 22 mil morreram pela doença.

O Diretor clínico do hospital Igesp (Instituto de Gastroenterologia de São Paulo) e infectologista Marco Antonio Cyrillo disse à UOL que a vacina segue sendo "a melhor forma de controlar a doença", e explica as razões para a mortalidade maior entre idosos.

O médico afirma que a produção de anticorpos no ser humano é alta dos 12 aos 45 anos, mas que "depois dos 45 ela começa a cair".

"Além de os idosos produzirem menos anticorpos, eles são menos potentes", afirmou. "Some-se a isso as doenças de base. Idosos costumam ter problemas de coração, pulmão, diabete, alterações intestinais e no rim, às vezes tumores."

O especialista também reforça a necessidade do uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social a todos que receberam a imunização completa, especialmente os idosos, já que “nenhuma sociedade médica lançou documento dizendo que após a segunda pode-se abrir mão dessas proteções individuais”.

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