Vacina de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Vacina de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca


Embora extramemente raros, os  coágulos sanguíneos ocasionados após a primeira dose da AstraZeneca oferecem um risco maior para os jovens, indica um novo estudo. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, em pessoas com menos de 50 anos, a reação adversa ocorre em uma a cada 50 mil pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19. Em pessoas mais velhas que isso, essa taxa cai para uma em 100 mil.

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O estudo, publicado na última quarta-feira (11) no jornal científico The New England Journal of Medicine, também revela que o risco de coágulos sanguíneos é muito maior em vítimas da Covid-19 -- mais de um quinto dos pacientes hospitalizados apresentam evidências de coágulos no sangue.

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Para chegar às conclusões, os pesquisadores examinaram 220 casos confirmados e prováveis em hospitais do Reino Unido entre 22 de março e 6 de junho. Neste total, estavam pacientes com com idades entre 18 a 79 anos, com uma média de 48 anos.

"É importante enfatizar que esse tipo de reação à vacina Oxford-AstraZeneca é muito rara. Mas para aqueles que desenvolvem coágulos sanguíneos, os resultados podem ser devastadores. Frequentemente, afeta jovens e saudáveis receptores de vacinas e tem alta taxa de mortalidade. É particularmente perigosa quando o paciente apresenta baixa contagem de plaquetas e sangramento no cérebro", afirma Sue Pavord, hematologistada e uma das autoras, segundo o jornal britânico. 

Também conhecida como síndrome de trombose-trombocitopenia, o problema levou 23% dos pacientes analisados à morte. O risco de morte aumenta para 73% em pessoas com contagem de plaquetas muito baixa e sangramento após coágulos no cérebro.

Isso não significa, no entanto, que jovens não devam tomar a AstraZeneca. "Se houver alta prevalência de Covid-19, mais pessoas provavelmente acabarão em estado crítico e, se tiverem mais de 60 anos, haverá maior probabilidade de morte. Nesse caso, faz sentido dar AstraZeneca a todos. Mas quando há uma prevalência mais baixa de Covid, um limite de idade seria apropriado", afirmou Pavord ao The Guardian.

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