Covid-19: variante Delta pode evoluir? Especialistas explicam
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Covid-19: variante Delta pode evoluir? Especialistas explicam

Uma das principais preocupações com a pandemia da Covid-19 é na evolução do vírus. A  variante Delta, por exemplo, tem mostrado ser muito mais contagiosa do que a versão original, o que dificulta o combate à doença. Mas será que a Covid-19 vai evoluir ainda mais? Veja o que a ciência diz sobre isso.

De acordo com um artigo publicado pelo diretor do Centro de Saúde e Segurança Alimentar e Griffith University, Hamish McCallum, a evolução do vírus é o resultado de mutações no genoma viral, que ocorrem quando ele se replica, podem ser tanto mudanças aleatórias quanto erros.

O problema é quando algumas dessas alterações dão vantagens para o vírus, tornando-o mais poderoso na resistência contra os anticorpos. Novas cepas virais também podem se desenvolver recombinação, quando os vírus adquirem genes de outros vírus ou mesmo de seus hospedeiros.

É justamente isso que parece ter acontecido com a variante Delta, uma mutação que a tornou mais transmissível. Isso pode ainda estar ligado com uma carga viral mais elevada da Cepa, que facilita a transmissão de alguém infectado. Por conta dessas mudanças que as vacinas são adaptadas e doses de reforço podem ser necessárias em um período mais curto de tempo.

Covid-19 ainda vai evoluir mais?

Segundo o artigo tendência é que o vírus siga se tornando mais transmissível e com um intervalo de incubação mais curto, aumentando a velocidade com que começa a transmissão. No entanto, não há um consenso de até quando isso vai acontecer. O Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências (SAGE) do governo do Reino Unido explicou cenários para a evolução de longo prazo do vírus.

A SAGE diz que é quase certo que o vírus ainda via continuar sofrendo mudanças, se tornando mais contagioso. Além disso, pode haver um processo em que o patógeno volta para os animais antes de contaminar novamente os humanos, se tornando mais forte contra o nosso sistema imunológico. O SARS-CoV-2 já chegou a ser identificado em roedores e visons.

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No entanto, o órgão não acredita que o vírus vai se tornar mais mortal a curto prazo. Isso pode ocorrer em um período mais longo, caso não haja um controle da vacinação e imunização da população contra a Covid-19.

Por fim, o corpo humano não deve se adaptar para se proteger do vírus na mesma velocidade em que ocorrem as mutações, o que afasta a teoria da imunidade de rebanho. A reposta geral do SAGE é de que a Covid-19 vai evoluir ainda, mas pelo menos tão cedo não deve se tornar mais mortal.

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