Covid-19: Anvisa amplia prazo de validade da vacina Covishield
Matheus Barros
Covid-19: Anvisa amplia prazo de validade da vacina Covishield

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do prazo de validade da vacina contra a Covid-19  Covishield de seis para nove meses. O imunizante é uma das modalidades da vacina Oxford/AstraZeneca, e é produzido pelo laboratório Serum, da Índia, sendo importado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A ampliação do prazo de validade foi autorizado desde que asseguradas as condições de armazenamento em temperaturas de 2°C a 8°C. A mudança no prazo de validade foi solicitada pela própria Fiocruz. De acordo com a Anvisa, a permissão também foi concedida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir da autorização do órgão regulador da Índia (CDL, na sigla em inglês).

Portanto, o CDL analisou dados do Instituto Serum sobre a estabilidade e também possibilidade de uso da vacina com lotes clínicos armazenados por até nove meses. O uso emergencial da vacina Covishield foi aprovado em janeiro deste ano. Sendo assim, as primeiras remessas foram importadas pela Fiocruz e disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em janeiro e fevereiro.

Vacina de Oxford já foi celebrada e questionada, mas não deve ser temida

Quando o início do desenvolvimento da Covishield, a vacina contra a Covid-19 criada pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, foi anunciado, em janeiro de 2020, a fórmula rapidamente ganhou incentivo internacional. Cada novidade sobre ela era muito celebrada. O tempo passou e, dez meses depois, em novembro de 2020, o imunizante ficou pronto, após todos os testes necessários.

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Agora, a substância está em uso em muitos países – entre eles o Brasil: por aqui, existe um acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção e a transferência de tecnologia do imunizante –, mas dúvidas pairam sobre ela. Mesmo assim, especialistas avaliam que o imunizante é seguro e sua aplicação deve continuar: esse é o entendimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os questionamentos começaram ainda em novembro do ano passado: poucos dias após a divulgação do índice de eficácia obtido pela vacina, foi revelado um erro de dosagem durante os testes – que levou a resultados diferentes dos anunciados pela empresa.Os questionamentos começaram ainda em novembro do ano passado: poucos dias após a divulgação do índice de eficácia obtido pela vacina, foi revelado um erro de dosagem durante os testes – que levou a resultados diferentes dos anunciados pela empresa.

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