Pfizer-BioNTech/
Patrick T. Fallon/Divulgação
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A mistura dos diferentes tipos de vacinas contra a Covid-19 pode aumentar a imunidade. É o que garante Cristiano Zerbini, coordenador do teste clínico da vacina da Pfizer no Brasil.

De acordo com ele, a ideia é interessante no momento da segunda ou da terceira dose. “Duas doses da vacina da Pfizer dão 88% de proteção contra a variante Delta, por exemplo, enquanto duas da AstraZeneca, dão 77%. Agora, se você tomar uma da AstraZeneca e depois uma da Pfizer, você vai conseguir quase que a mesma proteção da Pfizer. Essa intercambialidade é boa”, apontou Zerbini, em entrevista à CNN.

O especialista, porém, lembrou que, no momento, é preciso realizar campanhas de vacinação mais fortes e eficazes para que os brasileiros tomem a segunda dose das vacinas. “A primeira dose dá uma boa imunidade, mas muito menor do que quando se toma a segunda dose. Precisamos pensar na aplicação da segunda dose e, principalmente, na terceira dose para idosos e pessoas imunossuprimidas — como quem teve câncer e está fazendo tratamento, quem está em diálise renal e quem teve doenças autoimunes”, afirma.

Dentro desse cenário, o especialista alertou que, em se tratando da segunda dose, pouco importa a fabricante da vacina. “A segunda dose ou a terceira dose podem ser dadas com a vacina disponível. E é importante que todos os brasileiros tomem pelo menos a segunda dose”, diz.

Outro passo considerado urgente por Zerbini é vacinar adolescentes e crianças. “Se não imunizarmos todo mundo, vamos gerar outras variantes e isso será um problema grave”, concluiu.

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