Ministros recebem as doses da Pfizer no Aeroporto de Guarulhos
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Ministros recebem as doses da Pfizer no Aeroporto de Guarulhos

Enquanto estados e municípios reclamam da falta de doses para completar a imunização da população contra covid-19 no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que há "excesso de vacina " ao exaltar a distribuição feita pela pasta.

A declaração foi dada em um evento que marcou a entrega de um novo lote da Pfizer no Aeroporto de Guarulhos, ao ser questionado por repórteres sobre os problemas enfrentados em algumas regiões do país com a AstraZeneca.

"Há excesso de vacina na realidade, o Brasil já distribuiu 260 milhões de doses, 210 milhões já aplicadas" disse, sem se aprofundar na questão da falta do imunizante. Mais cedo, uma reportagem da Folha de S. Paulo apontou que estados não conseguiram antecipar a 2ª dose pela falta de doses.

"Precisa acabar com essas narrativas de falta de vacina. Isso não é procedente, o Brasil vai muito bem. O Brasil já é dos países que mais vacina no mundo", completou.

Segundo nota do Ministério da Saúde, a entrega marca a chegada de 265 milhões de doses enviadas aos estados, o que seria suficiente "para vacinar, com a primeira dose, os mais de 158 milhões de brasileiros acima de 18 anos."

"Esse grupo tem trabalhado firmemente para tornar essa realidade possível. Esse é o Sistema Único de Saúde, o Ministério da Saúde, estados e municípios. Quem duvidava da campanha de vacinação do Brasil é porque não acredita no SUS e se não acredita no SUS, não acredita na Constituição Federal", declarou Queiroga, ao lado dos ministros Fabio Faria, da Comunicação Social, e Ciro Nogueira, da Casa Civil, e Flávia Arruda, da Secretaria de Governo.

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“A saúde é um direito fundamental, a saúde é um direito de todos, é um dever do estado, todos sabemos disso. A campanha de vacinação é algo que o Brasil faz como nenhum outro país do mundo”, ressaltou.

Intercambialidade de vacinas

Sobre a "mistura" de doses adotada em São Paulo pela falta de doses da AstraZeneca, o ministro reconheceu que os estados podem recorrer à Pfizer em caso de "eventuais carências". Os secretários de Saúde pediram para o que o Ministério apoiasse a saída, o que ainda não aconteceu.

"Se não houver AstraZeneca, a intercambialidade pode ocorrer, ainda que não haja recomendação do PNI, que acontecerá no momento adequado", disse Queiroga.

Ele admitiu, também, que pode "haver algum retardo" na entrega da Astrazeneca em razão dos ritos envolvendo a regulação da Anvisa.

"Nós obedecemos a regulação, não damos carteirada na Anvisa. As vacinas com o IFA nacional ainda precisam da validação da Anvisa. Mas, enquanto isso, as vacinas são produzidas na Fiocruz com o IFA originário da China. Em algum momento, pode haver algum retardo. Mas com a Pfizer, ainda vamos receber 150 milhões de doses até o fim do ano."

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