Nos EUA, pessoas acima dos 65 já podem receber a dose de reforço
Lucas Stuqui
Nos EUA, pessoas acima dos 65 já podem receber a dose de reforço

Um estudo produzido por cientistas norte-americanos e divulgado hoje aponta que a maioria dos efeitos colaterais da 3ª dose da vacina contra covid-19 são leves ou moderados, e ocorrem com a mesma frequência dos que surgem após a 2ª aplicação.

Os dados estão dispostos em um relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), e reúnem informações de mais de 22 mil pessoas inscritas em um aplicativo que monitora a segurança das vacinas. Eles receberam a dose de reforço entre 12 de agosto e 19 de setembro, quando apenas imunossuprimidos podiam receber a dose no país.

As reações relatadas mais comuns são dor no braço onde a dose foi aplicada (71%), fadiga (56%) e dor de cabeça (43%). Cerca de 28% disseram que não se sentiram bem para realizar suas tarefas no dia seguinte. Outros 2% procuraram pelo atendimento médico, e 0,1% - 13 pessoas - foram hospitalizadas.

Em entrevista coletiva, Rochelle Walensky, a diretora do CDC, disse que "a frequência e o tipo de efeitos colaterais foram semelhantes aos observados após as segundas doses da vacina, e foram em sua maioria leves ou moderados e de curta duração".

Na semana passada, as agências reguladores dos Estados Unidos anunciaram a permissão para que pessoas com 65 anos ou mais tomassem a dose de reforço. Pessoas entre 18 e 64 anos com comorbidades como obesidade e diabetes, e aqueles que estão constantemente expostos ao vírus também poderão receber.

O relatório, segundo o CDC, traz algumas limitações de alcance, já que é voluntário. Durante o estudo, alguns indivíduos não imunossuprimidos podem ter recebido o reforço, portanto, os resultados não podem ser relacionados de forma confiável apenas a indivíduos com sistema imunológico enfraquecido.

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