Mariângela Simão, diretora adjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Mariângela Simão, diretora adjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS)

O surgimento de uma nova  pandemia no mundo não é mais uma questão de "se", mas de "quando". Essa é a opinião da brasileira Mariângela Simão, diretora adjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em entrevista à rede italiana RFI, ela afirmou que um novo fenômeno é inevitável. Para isso, a organização estuda a criação de um "tratado", que estabelecerá diretrizes tanto para marcar o papel da OMS em situações de emergência, quanto para que cada organização, governos e entidades do setor privado saibam quais são seus papéis.

A decisão, segundo Mariângela "cria uma série de formalidades que os países e o setor privado têm que tomar no caso de uma emergência como uma pandemia mundial".

"Vai ter uma próxima pandemia", disse. "Isso é uma coisa que a gente já sabe e que é inevitável. É uma questão de quando vai acontecer".

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"Essa pandemia, depois da gripe espanhola, foi a mais impactante e é também uma constatação: acho que o mundo precisa acordar porque a gente vê que não foram apenas os países em desenvolvimento que foram afetados. Afetou o mundo todo, ninguém estava preparado", pondera.

O "tratado" vai ser discutido na Assembleia Mundial de Saúde da OMS, marcado para novembro. Grandes preocupações da OMS, as variantes da covid-19 e a distribuição de vacina no mundo também estão entre as pautas.

"Acho que tem duas coisas, um lado é em relação a esse coronavírus específico que é o Sars-Cov-2 e as variantes, algumas variantes de preocupação, como o caso da delta, que está presente em 188 países", afirma.

"Então a preocupação e o empenho [da OMS] em aumentar a cobertura vacinal é global, mas em todos os países e não apenas em alguns, para evitar que novas variantes preocupantes surjam", diz Simão.

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