Situação de emergência
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Situação de emergência

Recentemente, o politraumatismo tem sido a causa da morte de passageiros envolvidos em acidentes de avião, como a morte da cantora Marília Mendonça em outubro desse ano e do jornalista Ricardo Boechat, em 2019. Além disso, acidentes de trânsito já foram considerados a maior causa de politraumatismos no ano de 2013.

Diferentemente do traumatismo, o politraumatismo significa que o indivíduo sofreu múltiplas lesões e/ou fraturas, que podem acometer órgãos vitais e diversos sistemas. O traumatismo consiste somente em uma lesão em qualquer parte do corpo. É o que explica o traumatologista Dennis Barbosa, médico do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da FMUSP, ao iG .

O que é politraumatismo?

"O politraumatismo é quando a gente tem uma lesão de dois sistemas diferentes do nosso corpo que potencialmente podem levar a pessoa a morte", diz o médico.

Barbosa ainda exemplifica alguns tipos de politraumatismo. "Então, por exemplo, um paciente que tem uma fratura no fêmur e um trauma craniano, é dado como um politraumatismo. Uma queimadura muito grande associada a um trauma na cabeça também é um politrauma".

E acrescenta: "Basicamente, o politraumatismo ocorre quando dois sistemas do nosso corpo são identificados com traumas intensos". 

Quais as chances de sobrevivência?

Segundo o traumatologista, em casos de muitas lesões as chances de sobrevivência são baixas, mas é preciso analisar cada caso para que as possibilidades sejam analisadas.

"As chances de sobrevivência a um politraumatismo é difícil de ser calculada. Se o paciente rompeu a aorta, por exemplo, é fatal, mas se houve a quebra do fêmur e uma lesão pequena no baço, que também é um politraumatismo, as chances são maiores. Depende da intensidade do politrauma. Quanto maior o trauma mais dificuldade o paciente tem de sobreviver", explica o médico.

O que pode causar o politraumatismo?

"O politraumatismo pode ser causado por acidentes de alta energia. Podem ser quedas de grandes alturas, acidente automobilístico ou cair de paraquedas, por exemplo", diz Dennis Barbosa.

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Em 2013, uma pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas de Campinas revelou que os casos de politraumatismo aumentaram cerca de 25%. Na época, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, esse tipo de internação cresceu 124% no estado e atualmente a média diária é de 39 internações por dia.

O levantamento ainda mostra que o aumento de politruma é devido ao crescente número de acidentes de trânsito.

Como é o tratamento de um paciente com politraumatismo?

O politrauma é dividido em duas fases, segundo o traumatologista. É feito um atendimento primário e o secundário em todos os casos. Ainda, durante os primeiros exames, os médicos utilizam uma medida chamada ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma), aplicada em emergências.

"O primário visa salvar a vida do paciente, o qual fazemos a ressuscitação. Nessa fase vamos intervir nas coisas que podem matar o paciente mais rápido, esse protocolo é chamado de ATLS e é feito no pronto-socorro", explica Dennis.

"O atendimento secundário é feito quando o paciente estiver bem clinicamente. Após constatado isso, as lesões não urgentes são examinadas e é feito uma cirurgia definitiva, caso necessário", finaliza o médico.






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