Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Jefferson Rudy/ Agência Senado
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

A Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI COVID-19) divulgou, neste domingo (19), uma nota pública na qual diz que é "oportuno e urgente" vacinar crianças contra a Covid-19 e desmente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A Câmara é composta por médicos e cientistas de diversas entidades e assessora o ministério em temas relacionados ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De acordo com CTAI COVID-19, o apoio unânime à vacinação de crianças contra a Covid-19 aconteceu em reunião na sexta-feira (17). No sábado,  Queiroga disse que a entidade se reuniria apenas no dia 22 para "oferecer suas opiniões e seu documento técnico".

"Tendo em vista o recente parecer favorável por parte da ANVISA em relação ao pedido de autorização para aplicação da vacina desenvolvida pela fabricante Pfizer na população pediátrica entre 5 e 11 anos de idade no Brasil, a CTAI COVID-19 manifestou-se unanimemente favorável à sua incorporação na campanha nacional de vacinação, em reunião ordinária realizada no dia 17 de dezembro de 2021", diz a nota.

A CTAI COVID-19 ainda afirma que se baseou em dados epidemiológicos nacionais e internacionais, considerou o risco de infecção, transmissão e agravamento da doença e analisou pesquisas.

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"Destacamos, também, que as agências regulatórias e de saúde pública do Canadá, Estados Unidos da América, Israel, União Européia, dentre outras, já aprovaram o uso da vacina pediátrica da Pfizer/BioNTech em sua população, baseadas na eficácia, segurança e cenário epidemiológico local. Diversos outros países da Ásia, África, e América do Sul têm utilizado vacinas de vírus inativado (Sinopharm ou Sinovac/Coronavac) em milhões de crianças menores de 12 anos, a partir de 3 ou 5 anos. Até o momento, os dados disponibilizados apontam para a manutenção da avaliação favorável à vacinação dessas crianças", argumenta a nota.

Segundo a Câmara, os benefícios de se vacinar crianças contra a Covid-19 "são muito maiores do que os riscos, pilar central de avaliação de qualquer vacina incorporada pelos diversos programas de vacinação, seja no Brasil ou no mundo".

O órgão ainda mencionou a variante Ômicron do novo coronavírus (Sars-Cov-2): "com maior transmissibilidade, [a cepa] faz das crianças (ainda não vacinadas) um grupo com maior risco de infecção, conforme vem sendo observado em outros países onde houve transmissão comunitária desta variante. Neste contexto epidemiológico, torna-se oportuno e urgente ampliarmos o benefício da vacinação a este grupo etário".

A CTAI COVID-19 ainda diz, na nota, que "espera que o Ministério da Saúde acate o posicionamento obtido por unanimidade e defina as estratégias para a operacionalização mais adequada da vacinação desse grupo etário, a fim de alcançar a maior cobertura, no menor tempo possível". No sábado, Queiroga havia dito que deixaria a decisão para janeiro.

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